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Novo espetáculo de Marco Martins vai ser apresentado em Évora em fevereiro

O espetáculo, descrito como sendo de "grande pendor musical, visual e coreográfico", contará com a participação de 400 pessoas, entre as quais os músicos Carminho, Lucrecia Dalt e Yeray Cortés.

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Lusa 04 de setembro de 2026 às 17:33
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Marco Martins é o criador e encenador de espetáculos como "A Colónia" e "Um Inimigo do Povo"
Marco Martins é o criador e encenador de espetáculos como "A Colónia" e "Um Inimigo do Povo" Miguel Baltazar / Sábado

Um espetáculo do encenador Marco Martins, com a participação de 400 pessoas, entre artistas profissionais e amadores, vai marcar o arranque da Capital Europeia da Cultura (CEC) Évora_27, em fevereiro do próximo ano, revelou esta sexta-feira a organização.

"Será um espetáculo com um grande pendor musical, visual e coreográfico", afirmou à agência Lusa o diretor artístico da CEC Évora_27, John Romão, que também é comissário deste projeto.

A atuação artística, com uma reflexão em torno da temática geral do Vagar, expressão tipicamente alentejana na qual se baseia a CEC, vai ser apresentada no dia 6 de fevereiro de 2027 no Rossio de São Brás, às portas do centro histórico da cidade e que atualmente está a ser alvo de obras de requalificação.

Segundo John Romão, o espetáculo vai juntar artistas como a portuguesa Carminho, a colombiana Lucrecia Dalt, o iraniano Mohammad Reza Mortazavi ou o espanhol Yeray Cortés, assim como pessoas de associações culturais da região e outras, num total de 400 participantes.

"Marco Martins tem uma experiência comprovada de participação comunitária em vários dos seus projetos", assinalou, lembrando vários trabalhos do encenador que cruzam "artistas profissionais com amadores e comunidades de diferentes contextos".

O diretor artístico de Évora_27 notou que Marco Martins "está habituado a trabalhar com equipas de grande escala" e a fazer trabalho "de escuta do lugar e das suas comunidades a partir de residências artísticas".

Neste caso, "o processo não está a ser muito diferente", já que o encenador percorreu a região, reunindo com "agentes e associações culturais para se inspirar e recolher informação e, a partir dessa matéria, criar o universo do espetáculo que está a desenvolver".

Reiterando que o projeto envolve "uma equipa muito vasta", John Romão destacou a participação no projeto de Marco da Silva Ferreira na colaboração coreográfica e de Celina da Piedade no acompanhamento de investigação musical.

O responsável indicou que uma primeira fase de ensaios, para a qual foram convidadas "diariamente muitas pessoas" na sequência da "recolha e escuta do território", decorreu em julho, na cidade, iniciando-se outra fase este mês.

Quanto ao cenário do espetáculo, será criado por uma equipa composta pelos arquitetos Manuel Aires Mateus e João Romão e pela artista e cenógrafa Isabel Cordovil.

"Será apresentado no Rossio de São Brás, o maior espaço público em Évora", notou, prevendo que possam assistir a esta apresentação artística, com entradas livres, entre 30 a 40 mil pessoas.

De acordo com o contrato assinado entre a Associação Évora 2027 e a Arena Ensemble, a plataforma teatral dirigida por Marco Martins, consultado pela Lusa no portal Base, a criação, produção e apresentação do espetáculo envolvem um investimento de 609.756 euros, a que acresce o Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA).

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