O mistério esfumou-se. A escritora de livros e bestsellers como A Criada (já adaptado a filme), O Segredo da Criada, A Porta Trancada e O Recluso, que até aqui assinava com o pseudónimo literário Freida McFadden, revelou a sua verdadeira identidade, em entrevista feita por telefone ao jornal norte-americano USA Today.
A autora de thrillers que venderam milhões de cópias em todo o mundo afirmou, citada pelo USA Today: "Estou numa fase da carreira em que estou farta que isto seja um segredo. Estou cansada de ver as pessoas debater se sou uma pessoal real ou se sou um conjunto de três homens. Sou uma pessoa real, tenho uma identidade real e não tenho nada a esconder."
A autora garante ser Sara Cohen e ter tido uma carreira anterior como médica que trata doenças cerebrais. A informação sobre a profissão que ainda desempenha além da escrita - mas já não a tempo inteiro - é coerente com o que fora antes revelado quando a autora era apenas conhecida pelo pseudónimo Freida McFadden.
Garantindo ser "muito mais aborrecida do que aquilo que acontece nos livros", a autora diz ter criado o pseudónimo de modo a poder exercer as funções como médica com mais liberdade. "O meu objetivo era manter isto em segredo até [estar pronta para] deixar o meu trabalho como médica", acrescentou, dando conta de que abandonou o trabalho a tempo inteiro e já só exerce medicina esporadicamente.
Apesar da revelação, Sara Cohen planeia continuar a ser conhecida no meio literário como Freida McFadden: "Apesar de não ter revelado o meu nome verdadeiro até agora, sinto que partilhei quem sou verdadeiramente todo este tempo e tudo o que disse [aos leitores] foi verdade. Apesar do nome ser uma surpresa, nada mais o será. Fui sempre genuína com os meus leitores", afirmou.
Em janeiro, o jornal norte-americano USA Today tinha noticiado que está em curso uma adaptação de mais um livro de Freida McFadden ao cinema, depois de A Criada, um extraordinário êxito de bilheteira, dado que gerou 399 milhões de dólares (341 milhões de euros) em receitas de bilheteira, sendo que o filme teve um orçamento de 35 milhões de dólares (perto de 30 milhões de euros).
O impacto do filme é notório também em Portugal: de acordo com os dados do ICA - Instituto Cinema e Audiovisual, o filme foi visto ao longo deste ano por mais de meio milhão de espectadores (mais exatamente 548.510 espectadores) - mais do dobro do segundo filme mais visto em Portugal em 2026, Avatar: Fogo e Cinzas, que foi visto por 272.738 espectadores.
A nova adaptação é a sequela de A Criada, ou seja, um filme que parte do livro O Segredo da Criada, publicado em 2023. O filme chegará às salas de cinema em 2027 e já se conhecem alguns detalhes: Sydney Sweeney, que no primeiro filme interpretava "a criada" Millie, volta a ser protagonista mas desta vez terá a companhia de Kirsten Dunst no elenco. Nos papéis de realizador e argumentista mantêm-se, respetivamente, Paul Feig e Rebecca Sonnenshine, dois dos orquestradores do primeiro filme.
Em Portugal, a publicação de livros de Freida McFadden tem-se multiplicado a uma velocidade vertiginosa - tal como tem acontecido, aliás, em todo o mundo. Nos últimos meses, chegaram às livrarias nacionais obras como Barriga de Aluguer (publicada em março), Querida Debbie (editada em janeiro) e A Intrusa (em novembro de 2025), lançadas pela chancela Alma dos Livros.