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Cultura emprega quase nove milhões de pessoas na UE. É mais de 4% dos trabalhadores

Cerca de 4,3% dos trabalhadores da União Europeia trabalham no setor cultural. Números são do Eurostat. Portugal está na média europeia mas investimento estatal na Cultura é ainda menos de 1% do PIB.

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Imagens de uma "Manifestação pela Cultura", que juntou profissionais da cultura em Portugal na praça de touros do Campo Pequeno, em 2020
Imagens de uma "Manifestação pela Cultura", que juntou profissionais da cultura em Portugal na praça de touros do Campo Pequeno, em 2020 Pedro Catarino

O setor cultural da União Europeia empregava 8,9 milhões de pessoas em 2025, representando 4,3% do emprego total, com os Países Baixos a registarem a maior proporção de trabalhadores na cultura (5,7%) e a Roménia a menor (1,8%).

Estes dados foram divulgados hoje pelo Eurostat, que apontam também para a existência de uma força de trabalho altamente qualificada na Cultura e uma repartição praticamente equilibrada entre homens e mulheres.

De acordo com a publicação do gabinete estatístico da União Europeia, quase metade das pessoas empregadas no setor cultural tinha entre 30 e 49 anos, faixa etária que representava 48,5% do total dos trabalhadores da cultura na União Europeia (EU).

Relativamente à distribuição por género, o Eurostat demonstra que existe um equilíbrio, com os homens a ocuparem 50,4% do emprego cultural e as mulheres 49,6%.

Os dados revelam igualmente que o setor cultural se distingue por elevados níveis de qualificação académica dos seus profissionais, já que no ano passado a maioria dos trabalhadores da cultura possuía ensino superior.

Em 2025, 61,9% das pessoas empregadas em atividades culturais possuíam formação superior, enquanto 31,3% tinham concluído o ensino secundário ou formação pós-secundária não superior.

Apenas 6,7% apresentavam um nível de escolaridade até ao ensino básico inferior.

O Eurostat indica ainda que, em 17 dos 27 Estados-membros da União Europeia, o emprego cultural representava entre 4% e 5% do emprego total.

Portugal encontrava-se dentro dessa média europeia, com 4,3% do total dos trabalhadores empregados no setor cultural.

Os Países Baixos lideravam a tabela europeia, com 5,7% do emprego total ligado a atividades culturais, seguidos da Estónia (5,3%) e de Malta (5,1%).

No extremo oposto, com os valores mais baixos, encontravam-se a Roménia, onde o emprego cultural representava 1,8% do emprego total, a Eslováquia (3,3%) e a Irlanda (3,4%).

De acordo com a nota metodológica do Eurostat, o universo de 8,9 milhões de trabalhadores inclui não apenas profissionais com ocupações culturais em empresas do setor -- como artistas, músicos, jornalistas ou bailarinos --, mas também trabalhadores de funções não culturais em organizações culturais, bem como profissionais de atividades criativas empregados noutros setores económicos.

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