Daniel Silva, que em 2022 participou no concurso de stand up comedy da SÁBADO, partilhou alguns detalhes menos conhecidos da sua vida e da carreira. A quinta edição d' O Último a Rir está atualmente a decorrer.
Memórias de infância
“O Porto é uma cidade que acolhe. Tenho família lá, o que faz com que nunca desista da Invicta. Da adolescência, recordo-me de perceber que a minha vida tinha que passar pelas artes. Iniciei-me na dança, mas percebi que também podia passar pela representação e pela comédia.”
Um ritual
“Antes de entrar em palco, o ritual é sofrer [risos]. Também tenho um mantra, que é uma frase que a minha mãe me diz sempre. Repito-a para mim e gosto de aquecer o corpo. Em breve, vou atuar na última data do [espetáculo de stand-up comedy] Go Go, um ano depois de ter começado, a 7 de outubro.”
Início na comédia
“Toda a vida ouvi dizer que tinha graça. Muitas vezes usava isso para me proteger, devido à minha orientação sexual [é homossexual]. Usava o humor como uma carapaça para não chegarem a mim. Hoje, tendo crescido na comédia ativamente, faço-o de forma consciente. Na altura, isso não acontecia.”
Situação caricata em palco
“Numa atuação ao ar livre, com centenas de pessoas, perguntei se alguém sabia o que era a IST [infeção sexualmente transmissível] sífilis e ninguém respondeu. Fiquei a pensar que se calhar o meu trabalho em palco tem um poder. A ideia não é educar, mas estou a dar a conhecer uma coisa que à primeira vista pensei que as pessoas já soubessem [o que é].”
Diagnóstico de PHDA
“Criativamente, a PHDA [Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção] é uma ferramenta. É uma arma incrível porque as ideias não param. Ao nível de organização, se não for disciplinado e não arranjar estratégias para engavetar essas ideias, pode ser uma desvantagem porque procrastino, fico ansioso e [as ideias] não se materializam.”