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Javier Bardem apoia boicote de humoristas portugueses a Jerry Seinfeld

No Comemedia a La Carte Fest, que terá lugar em Lisboa no final de outubro.

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O ator espanhol Javier Bardem
O ator espanhol Javier Bardem AP

O ator espanhol Javier Bardem deixou nas redes sociais uma mensagem de apoio aos humoristas portugueses que já anunciaram que não vão participar no Comemedia a La Carte Fest devido à presença de Jerry Seinfeld no evento, cuja primeira edição acontece entre 29 de outubro e 1 de novembro com espetáculos no Coliseu dos Recreios, no Capitólio e no Campo Pequeno, em Lisboa.

As posições pró-Israel e anti-Palestina do conhecido ator e humorista norte-americano levaram artistas como Carolina Deslandes, Bárbara Tinoco, Tatanka, Cebola Mol, Inês Aires Pereira, Pedro Tochas e Vhils a anunciarem que já não vão atuar no Commedia a La Carte Fest, da iniciativa de César Mourão. 

O boicote teve repercussões internacionais e foi noticiado por vários meios lá fora. O ator espanhol - grande defensor da causa palestiniana - mostrou em duas stories no Instagram que apoia a posição dos artistas portugueses. "Boicote: comediantes cancelam participação em festival devido ao nome de Seinfeld", pode ler-se numa delas. "Artistas portugueses desistem de espetáculo de comédia cujo cabeça de cartaz é o negacionista do genocídio Jerry Seinfeld", escreveu noutra.

Bardem, de 57 anos, costuma aproveitar todas as presenças em cerimónias de entregas de prémios para apelar à causa palestiniana. 

Já Jerry Seinfeld sempre foi abertamente pró-Israel e anti movimento "Palestina Livre" (expressão que engloba a ideologia de uma Palestina livre da ameaça israelita). Chegou mesmo a comparar esse movimento ao grupo racista americano Ku Klux Clan, dizendo que o KKK mesmo assim era melhor: "Digam só que não gostam de judeus. Ao dizer 'Libertem a Palestina', não estão a admitir o que realmente pensam. Por isso, na verdade - em comparação com o Ku Klux Klan, acho que o Klan é um pouco melhor, porque podem dizer logo à partida: 'Não gostamos de negros, não gostamos de judeus'. OK, isso é honesto", disse o norte-americano.

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