Carlos Moedas homenageia Jorge Palma... citando canção de Sérgio Godinho. Mas insiste que não se enganou
22 de setembro de 2026 às 12:58Pedro Henrique Miranda
Lagoas, cascatas, terra escaldante. E o mar, sempre o mar a perder de vista. Em São Miguel o tempo move-se de forma diferente, mas a ilha dá tudo a provar. Da cozinha à vista.
Aterrar na ilha de São Miguel pode ser uma experiência violenta. Não pelas condições climatéricas, pelo tamanho da pista ou mesmo pelo vento. É-o, sim, porque à medida que o avião se aproxima, percebemos que ali em baixo, naquele terreno de persistência verde e de arribas negras de basalto, crateras vulcânicas e vegetação densa, está um lugar que dificilmente nos passou pela memória anteriormente, um milagre ora terrestre ora alienígena, e subitamente sentimos o relógio a abrandar, ditado pela velocidade da própria ilha.