Julião Sarmento (1948-2021), o pintor que amava as mulheres

Definia-se como um construtor de enigmas e nenhum o intrigava mais que o corpo feminino. Foi esse o mote do seu trabalho. Morreu a 4 de maio, aos 72 anos.

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Rita Bertrand 04 de maio

Representações do feminino, traços suaves, branco e preto. Assim era a pintura de Julião Sarmento, como explicou numa entrevista de 2012 à revista Espiral do Tempo: "Salvo no início, em que andava um bocado à procura daquilo que queria fazer, sempre tive uma paleta de cores muito reduzida. Nunca fui um Fauve, nunca utilizei todas as cores do universo, tipo Matisse, uns azuis extraordinários, uns amarelos brilhantes, uns cor de laranja deliciosos. Sempre fui um artista muito mais sombrio, mais recatado na utilização da cor. Até ao ponto em que, em 1989, 1990, comecei a pensar: ‘será que preciso de usar cores?’. Comecei a interrogar-me porque é que eu usava cores e comecei a achar que, em determinadas circunstâncias, a cor não servia para nada, era uma espécie de fetiche kitsch."

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