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Morte de António Lobo Antunes: líder do PS assinala "perda irreparável" para literatura

José Luís Carneiro considerou que "ler a sua obra e ensiná-la às gerações futuras é um compromisso que, como sociedade", deve ser assumido "e constituirá a garantia da sua continuidade como um dos grandes autores de sempre da literatura portuguesa".

Lusa 05 de março de 2026 às 10:21
António Lobo Antunes morre e líder do PS lamenta perda na literatura epa06408099 / YEARENDER 2017 DECEMBER / LITERATURE / yearender 2017 / Lisboa

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, assinalou esta quinta-feira que a constitui "uma perda irreparável para a literatura e para a cultura" portuguesas.

"A morte de Antonio Lobo Antunes constitui uma perda irreparável para a literatura e para a cultura portuguesa e enche-nos a todos de tristeza. Portugal perde uma das sua referências, num momento em que elas tanto são precisas", afirmou José Luís Carneiro.

O líder do PS considerou, na rede social X, que "ler a sua obra e ensiná-la às gerações futuras é um compromisso que, como sociedade", deve ser assumido "e constituirá a garantia da sua continuidade como um dos grandes autores de sempre da literatura portuguesa".

"Neste momento de dor e de perda expresso as minhas mais sentidas condolências à família, aos amigos e a todos os seus leitores", acrescentou na publicação.

Lobo Antunes, um dos maiores nomes da literatura portuguesa desde a segunda metade do século XX, morreu hoje aos 83 anos.

O autor nasceu em Lisboa, em 01 de setembro de 1942, licenciou-se em Medicina, pela Universidade de Lisboa, em 1969, tendo-se especializado em Psiquiatria, que mais tarde exerceu no Hospital Miguel Bombarda.

Optou pela escrita a tempo inteiro em 1985, para combater a depressão que dizia ser comum a todas as pessoas.

O seu primeiro livro, "Memória de Elefante", surgiu em 1979, logo seguido de "Os Cus de Judas", no mesmo ano, sucedendo-se "Conhecimento do Inferno", em 1980, e "Explicação dos Pássaros", em 1981, obras marcadas pela experiência da guerra e pelo exercício da Psiquiatria, que depressa o tornaram um dos autores mais lidos em Portugal.

A República Portuguesa condecorou-o com o Grande Colar da Ordem de Sant'Iago da Espada, em 2004 e, em 2019, com a Ordem da Liberdade. França deu-lhe o grau de "Commandeur" da Ordem das Artes e das Letras, em 2008. Foi Prémio Camões em 2007.

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