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Kanye West adia espetáculo em França enquanto país pondera proibir os seus concertos

Rapper americano já havia sido impedido de entrar no Reino Unido, estando em causa a partilha de declarações antissemitas e agora França planeia proibir os seus concertos. Em Portugal, a tutela responsável ainda não se pronunciou.

Luana Augusto 15 de abril de 2026 às 12:21
kanye west aparece nos Grammy Awards em Los Angeles Foto de Jordan Strauss/Invision/AP, Arquivo

Kanye West decidiu adiar o seu concerto em França depois de notícias terem dado conta de que o ministro do Interior francês estaria a tentar impedir o rapper de avançar com o espetáculo. Em causa estão declarações antissemitas proferidas pelo americano que levaram também ao cancelamento do seu concerto em Londres, decorrente do .

"Após muita reflexão e consideração decidi, por minha conta e risco, adiar o meu espetáculo em Marselha, França, até novo aviso”, escreveu o rapper, conhecido legalmente como Ye, na rede social X.  

Fonte próxima do ministro do Interior, Laurent Nuñez, já havia avançado na terça-feira à agência France-Presse que o governante estava "altamente determinado" em proibir o concerto, que estava previsto ocorrer a 11 de junho no estádio Velódrome de Marselha.

Nos últimos anos, o cantor de 48 anos tem sido alvo de duras críticas devido aos comentários antissemitas, racistas e pró-nazis, além da sua admiração por Adolf Hitler. Kanye West já lamentou, contudo, as declarações. "Não sou nazi nem antissemita. Amo o povo judeu", escreveu numa declaração publicada no Wall Street Journal, em janeiro, ao acrescentar que, devido ao seu transtorno bipolar, perdeu "o contacto com a realidade".

Mais recentemente, afirmou que estava pronto para "reparar o erro" justificando o amor pelos fãs. "Sei que leva tempo para entender a sinceridade do meu compromisso de reparar o erro. Assumo total responsabilidade pelo que é meu, mas não quero envolver meus fãs nisso. Os meus fãs são tudo para mim. Estou ansioso pelos próximos shows", escreveu na rede social X.

Apesar de o cantor ter lamentado tais declarações, o Reino Unido não deu o braço a torcer e decidiu impedi-lo de entrar no país - levando assim o festival Wireless a cancelar o evento previsto para julho. Na altura, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, classificou a contratação de Kanye West como "profundamente preocupante".

Esta quarta-feira o site oficial de Kanye West ainda listava os espetáculos que o artista tinha agendado em vários países europeus ao longo de maio, junho e junho, e nos quais estão incluídos Portugal, Espanha, Itália e Países Baixos. O ministro holandês para os assuntos de asilo e imigração, Bart van den Brink, disse na semana passada que não havia planos para proibir a entrada do cantor no país.

Em Portugal, podendo o histórico de declarações de Kanye West constituir uma ameaça, a entrada em território português poderia ser-lhe negada, segundo o artigo 32º da lei nº.23/2007 de 4 de julho. O Ministério da Administração Interna ainda não comentou o sucedido mas, em declarações ao Observador, o CEO da Guest, Josué Pires, .

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