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"Confessions on a Dance Floor: Part II" já tem dia de lançamento anunciado: 3 de julho. No álbum, a cantora reencontra Stuart Price, quase duas décadas depois das "confissões" originais.
"Hung Up" foi a faixa que tornou o primeiro "Confessions" um disco incontornávelYouTube
Madonna prepara um regresso direto ao território que ajudou a redefinir no início do século: a pista de dança. O novo álbum, Confessions on a Dance Floor: Part II, tem edição marcada para 3 de julho e assume-se como sequela do disco de 2005 que consolidou uma das fases mais coesas da artista. Será também o seu primeiro longa-duração em sete anos, num momento que mistura continuidade estética com reconfiguração de percurso.
O projeto marca o reencontro com Stuart Price, produtor do álbum original, responsável por um som que então cruzava disco, eletrónica e pop com precisão cirúrgica. Faixas como Hung Up, Sorry ou Jump dominaram pistas, tabelas e definiram uma gramática sonora que ainda hoje ecoa.
O anúncio foi feito nas redes sociais, acompanhado pela capa do disco. Um breve excerto sonoro antecipou também o primeiro single, apontando para uma continuidade rítmica onde o corpo volta a ser o centro da experiência.
Essa ideia é, aliás, explicitada pela própria artista num manifesto que acompanha o lançamento. A pista de dança surge como espaço ritual, lugar de ligação, vulnerabilidade e transformação. Dançar, diz, é uma prática ancestral, quase espiritual, um ritual coletivo.
O regresso acontece também no plano institucional, com Madonna novamente associada à Warner Records, quase duas décadas após a sua saída. A ligação, que remonta ao início de carreira da artista, é agora retomada como parceria criativa, num momento em que Madonna volta a sublinhar a vontade de experimentar, provocar e desafiar expectativas.
Quarenta anos depois de ter saído de Nova Iorque como artista emergente, Madonna continua a mover-se entre reinvenção e permanência. De ícone pop a figura de rutura, de personificação de desejo a arquiteta de tendências, a sua trajetória raramente se fixou num único lugar. Se o primeiro Confessions transformou a pista num manifesto estético, esta segunda parte pode bem ser uma tentativa de a reencenar.
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