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Entrevista
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Tim Marshall: “Se a NATO entrasse na Ucrânia Putin invadia outros países”

Tim Marshall: “Se a NATO entrasse na Ucrânia Putin invadia outros países”
Vanda Marques 28 de março de 2022 às 20:00

A situação geográfica da Rússia – planícies desprotegidas a ocidente – explica a atitude belicista do Kremlin. O jornalista diz que Putin é um gangster e que Kiev, berço da nação russa, tem uma importância sociológica. Apesar disso, não acredita que se utilizem as armas nucleares.

Biografia Nome:

Tim Marshall

Cargo:

Jornalista

Nascimento:

1 de maio de 1959

Nacionalidade:

Britânica

Acompanhou conflitos em locais tão díspares como a Croácia ou o Afeganistão. Já trabalhou em mais de 40 países. Talvez por isso, Tim Marshall critique o otimismo dos intelectuais ocidentais que nunca pensaram ter uma guerra na Europa. Acusa-os de só verem o que lhes interessa. Jornalista há mais de 25 anos, recorda um episódio na Eslovénia, em 2000, quando George W. Bush, então Presidente dos Estados Unidos, se reuniu com Putin e terminou a dizer: “Eu olhei Putin olhos nos olhos e vejo que é um homem em quem posso confiar.” O jornalista nunca mais esqueceu essas palavras. “Lembro-me de pensar que, apesar de não ter olhado Putin olhos nos olhos, basta vê-lo na televisão para perceber que os seus olhos só dizem KGB.” Tim Marshall, autor de vários livros sobre Geopolítica – o mais recente O Poder da Geografia – Dez Mapas que Revelam o Futuro do Mundo – já alertava para os problemas da Rússia, logo a seguir à anexação da Crimeia, mas nunca pensou que Putin fosse tão longe. Então como se encara o futuro? “Sou grande fã de Eclesiastes: ‘Não há nada novo debaixo do Sol.’ A história humana é uma longa linha contínua de progresso e vai continuar a ser assim, apesar de parecer difícil pensar desta forma agora.”

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