Indivíduos sancionados atuam principalmente "como CEOs" de empresas que fornecem componentes essenciais para alguns dos sistemas de armas mais avançados da Rússia.
A União Europeia (UE) impôs esta segunda-feira novas sanções a quase 1600 pessoas e empresas ligadas à indústria do armamento devido à "crescente agressão da Rússia contra a Ucrânia". A lista inclui ainda 826 empresas russas e 743 indivíduos que "atuam como CEOs dessas empresas", esclarece o Conselho da UE em comunicado.
Chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja KallasAnsgar Haase / AP
"Quase 1.600 sanções visam o complexo militar-industrial da Rússia. Mais de metade delas refere-se à cadeia de produção dos mísseis balísticos que a Rússia usa para matar civis ucranianos todos os dias", explicou a chefe da diplomacia da União Europeu, Kaja Kallas, ao anunciar o novo pacote de sanções. "Bombardear as pontes em Kiev, navios que transportam grãos e a Academia Nacional de Ciências não são as ações de um país que procura a paz. Este não é o momento de aliviar a pressão sobre Moscovo, mas sim de aumentá-la."
Em causa estão empresas que fornecem componentes essenciais para alguns dos sistemas de armas mais avançados da Rússia, incluindo mísseis, drones e aeronaves. Na lista de componentes que são fornecidos à Rússia, estão incluídos "eletrónicos (como computadores), equipamentos de comunicação (como radares, antenas e intercetores), sistemas de aviação, satélite e munições e sistemas óticos e de navegação".
Tratam-se de empresas que geram uma "fatura anual de pelo menos 20 milhões de euros e empregam mais de 250 mil pessoas", refere o mesmo comunicado.
Relativamente aos indivíduos que foram esta segunda-feira alvos de sanções, estes "estão sujeitos ao congelamento dos bens". Além disso, "aplica-se também a proibição de viagem à União Europeia".
Esta é o maior conjunto de sanções que a União Europeia já impôs à Rússia desde que Moscovo lançou um ataque em grande escala contra a Ucrânia. Na rede social X, o presidente do Conselho Europeu garantiu que a União Europeia "permanece unida e inabalável no seu apoio à Ucrânia" e em "pôr fim à guerra". "Isso não ficará sem resposta", garantiu.
No one wants peace more than Ukraine. The EU stands united and unwavering in its support for Ukraine and for all efforts to bring Russia’s war of aggression to an end.
Yet Russia continues to escalate, intensifying its reckless attacks on civilians and civilian infrastructure in Ukraine and its hybrid attacks targeting EU Member States.
This will not go unanswered. Today, EU Member States adopted nearly 1,600 new sanctions listings targeting Russia’s military-industrial complex - the largest single expansion of our sanctions list since Russia launched its full-scale invasion of Ukraine.
Russia’s actions will not weaken our resolve. We will continue to step up the pressure until Russia comes to the negotiating table and demonstrates a genuine commitment to ending the war.
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