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Renault admite cortar produção europeia em 300 mil veículos devido a metas europeias

O CEO da Renault referiu-se à regulamentação que exige que, até 2030, as emissões médias de carbono dos automóveis novos vendidos por cada fabricante sejam reduzidas em 55% nos automóveis de passageiro.

O presidente executivo (CEO) da Renault alertou esta terça-feira que terá de reduzir a produção do grupo na Europa em 300.000 veículos se Bruxelas não flexibilizar as metas de emissões de carbono fixadas para 2030.

Renault admite cortar produção europeia em 300.000 veículos
Renault admite cortar produção europeia em 300.000 veículos Thomas Antoine

"Estou preocupado porque, se não conseguirmos a moratória para 2030, daqui a um ano terei de propor ao Conselho de Administração a eliminação de modelos e a redução da produção em 300.000 unidades na Europa", afirmou François Provost na Cimeira Automóvel de Paris (França), que reúne vários executivos do setor.

O CEO da Renault referiu-se assim à regulamentação comunitária que exige que, até 2030, as emissões médias de carbono dos automóveis novos vendidos por cada fabricante sejam reduzidas em 55% nos automóveis de passageiros e em 50% nas carrinhas, em relação aos níveis de 2021.

François Provost salientou ainda um contexto marcado pela pressão competitiva dos fabricantes chineses, sendo que na sexta-feira, a Associação dos Fabricantes Europeus de Automóveis (ACEA) saudou o anúncio de um acordo provisório destinado a corrigir desequilíbrios comerciais entre a UE e a China.

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