Portugal Telecom: a queda de um gigante

Negócios 19 de agosto de 2015

De símbolo nacional e motor da economia e investigação, a Portugal Telecom passou para as mãos da operadora brasileira Oi que depressa a vendeu. Hoje, é uma subsidiária do grupo francês Altice. E agora?

A história da Portugal Telecom confunde-se com a história das telecomunicações em Portugal, tendo sido responsável pela construção das primeiras e principais redes de infra-estruturas no país e pioneira no lançamento de serviços como o cartão pré-pago ou a televisão interactiva. De símbolo nacional e motor da economia e investigação, a empresa passou para as mãos da operadora brasileira Oi que depressa a vendeu. Hoje, é uma subsidiária do grupo francês Altice. E agora? Qual será o papel da PT Portugal?

Os primeiros passos da PT enquanto empresa privada foram dados em Junho de 1995, com a venda de perto de 28% da empresa por parte da "holding" pública CN. Um caminho iniciado pelo então presidente do grupo, Luís Todo Bom, que gerou alguma desconfiança e preocupação entre os trabalhadores. O processo da criação da PT, que aglomerou o grande negócio da rede fixa e outros negócios emergentes do sector à data conduzindo à liderança destacada no mercado, ficou concluído no ano anterior. Mas a saída do Estado da empresa só viria a acontecer em 2011, com o fim da "golden share".

Passados 20 anos da privatização, o futuro da PT Portugal voltou a gerar incertezas. Depois de em Outubro de 2013 ter anunciado a criação de um "operador de raiz lusófona líder" no seguimento da fusão com a Oi, acabaria por ser vendida pela operadora brasileira à Altice no ano seguinte. Tudo graças ao investimento ruinoso na Rioforte, empresa do GES. O buraco de 900 milhões de euros obrigou à renegociação da combinação de negócios e à separação do grupo PT em duas holdings: a PT Portugal, que agrega o Meo, e todas as infra-estruturas, e a PT SGPS (Pharol desde Maio) que ficou com a dívida da Rioforte e com 27,5% da Oi. 

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