Mutualistas influentes pedem dinheiro público para salvar o Montepio

Mutualistas influentes pedem dinheiro público para salvar o Montepio
Bruno Faria Lopes 10 de novembro de 2020

Grupo de 35 subscritores fala em "urgência" na Associação Mutualista e pede plano articulado com o Governo que preserve as poupanças dos mutualistas e ajude a instituição a manter o controlo do Banco Montepio.

Um grupo de subscritores conhecidos da Associação Mutualista Montepio Geral fez hoje um apelo público ao Governo para o que considera ser o inevitável uso do dinheiro dos contribuintes para salvar a instituição que concentra as poupanças de mais de 600 mil pessoas. O grupo não tem soluções concretas, mas alguns dos seus membros admitem a criação de garantias públicas para salvaguardar as poupanças dos mutualistas ou para apoiar o financiamento de um plano de reequilíbrio do maior activo da Mutualista, o Banco Montepio.

O grupo é constituído por pessoas que estiveram nas duas listas de oposição à administração de Tomás Correia na Mutualista, que obtiveram a maior parte dos votos nas últimas eleições mas não se conseguiram unir. João Costa Pinto, ex-vice-governador do Banco de Portugal, João Proença, ex-secretário-geral da UGT, Fernando Ribeiro Mendes, ex-governante e ex-administrador da mutualista e o empresário e economista Pedro Côrte Real estão na lista de mais de 30 subscritores.

Quer na declaração escrita – que foi também enviada ao Governo –, quer nas intervenções hoje à tarde, os subscritores não pouparam nas palavras quando caracterizaram a situação da Mutualista Montepio. É preciso um "plano de emergência" para solucionar uma situação "extremamente difícil" e "preservar os interesses dos associados" e a própria instituição mutualista que existe há quase 200 anos. "Se [o plano] não acontecer podemos entrar num caminho de irreversibilidade cerca e pôr em causa a instituição", afirmou na apresentação Mário Valadas, um dos subscritores.

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