Moratórias. O balão de oxigénio rebenta a 30 de setembro. E agora?

Cerca de 230 mil contratos de crédito à habitação estão abrangidos pelas moratórias públicas, que chegam ao fim no último dia de setembro. Segundo a Deco, é importante renegociar antes de entrar em incumprimento: "O poder negocial que o consumidor tem antes de entrar em incumprimento é superior ao que tem quando entra em incumprimento".

No dia 30 de setembro, as moratórias de crédito à habitação chegam ao fim e as famílias devem recomeçar o plano de pagamento do seu crédito. Segundo as contas feitas pelo Banco de Portugal, existem cerca de 230 mil contratos de crédito à habitação abrangidos pelas moratórias públicas e, de acordo com a Deco, estima-se que cerca de 20% destes contratos tenham de ser renegociados. 

Até aqui foi possível adiar temporariamente o pagamento das prestações do empréstimo ao banco. Este foi, aliás, um recurso essencial para muitas famílias que viram os seus rendimentos reduzidos devido à pandemia. E Portugal teve, segundo a Deco, "as moratórias mais longas do espaço europeu".

Nuno Rico, economista da Deco, deixa o conselho: "Renegociar desde a primeira hora, antes de entrar em incumprimento". À SÁBADO, o economista sublinha que "os bancos tem-se mostrado com alguma disponibilidade para tentar encontrar uma solução" e que "o poder negocial que o consumidor tem antes de entrar em incumprimento é superior ao que tem quando entra em incumprimento".

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