As polémicas do fundador da Ikea

As polémicas do fundador da Ikea
Ana Taborda 28 de janeiro de 2018

Ingvar Kamprad fundou a empresa de mobiliário na Suécia em 1953 e liderou-a até 2013, quando o filho mais novo, Mathias, tomou o seu lugar. Em 2011, um ex-assistente pessoal contou vários segredos do multimilionário num livro. Recorde o artigo publicado na SÁBADO nesse ano

Até aos anos 90, as lojas Ikea alemãs pareciam catacumbas romanas: aos sábados à tarde os clientes amontoavam-se pelos 1.400 metros de corredores e abriam as portas de emergência para apanhar ar – com os alarmes a tocar. Só depois o design mudou. Mas a vida do fundador continuou igual: detesta férias e passa parte do Verão a escrever o discurso de Outono – na sala de casa, em roupa interior.

Até há poucos anos, Ingvar Kamprad chegava à sede da Ikea às 6h e mantinha reuniões todo o dia. "As pessoas olhavam para ver se ele estava a ponto de desmaiar, se precisava de ir à casa de banho ou de comer. Mas ele nunca se cansava", conta Johan Stenebo à SÁBADO. O autor do livro The Truth about Ikea, lançado no fim de 2010 em inglês, descreve a solução: "Entrávamos e saíamos da sala sem avisar, trazíamos uma sanduíche e voltávamos." Mas confessa que nem sempre conseguia aguentar a semana de trabalho que, uma vez por ano, Ingvar organizava. "Costumava espetar um lápis nas pernas para me manter acordado", conta.

Stenebo foi assistente pessoal de Kamprad e descreve-o como "a pessoa mais inspiradora" com quem trabalhou. Mas também revela o lado negro da firma, que esta semana se soube ser gerida a partir de uma empresa com sede num paraíso fiscal.

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