As batalhas de Isabel dos Santos

Celso Filipe, Jornal de Negócios 13 de outubro de 2015

A empresária angolana já travou quatro batalhas empresariais em Portugal. Ganhou duas, perdeu outras tantas. E já tem uma nova disputa em marcha, que tem como epicentro o Banco Fomento Angola

A actividade empresarial de Isabel dos Santos em Portugal, que se iniciou em 2005 com a entrada indirecta no Galp, tem sido marcada por períodos de conflito com outros accionistas ou parceiros.

Conflitos publicamente assumidos, como foi o caso da OPA do Caixabank ao BPI, ou conflitos silenciosos, como o dirimido com Paulo Azevedo a propósito da entrada do Continente em Angola.

A última batalha em que a empresária angolana está envolvida tem como palco, de novo, o BPI. A administração do banco liderado por Fernando Ulrich apresentou uma proposta de cisão destinada a criar uma sociedade que agregará os activos africanos do banco, entre os quais o Banco Fomento Angola (BFA), onde tem uma posição de 50,1,% para reduzir a exposição do BPI a este país, respondendo assim a uma exigência do Banco Central Europeu, Isabel dos Santos, que detém 18,58% do BPI e 49,9% do BFA, já se posicionou contra esta solução, dispondo-se a apresentar uma proposta para a compra de 10% do banco angolano.

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