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Consumo de energia bate recorde com renováveis “no valor mais elevado de sempre”

Jornal de Negócios 01 de janeiro de 2026 às 17:45

Dados da REN revelam que o consumo anual de energia elétrica abastecido a partir da rede pública foi o mais elevado de sempre. Em 2025 foi batido o recorde que datava de 2010.

Nunca tinha sido consumida tanta energia num só ano. Em 2025, de acordo com dados da REN, o consumo bateu o recorde que tinha sido fixado em 2010, com a energia gerada a partir de fontes renováveis a atingir o valor mais elevado de sempre, sendo responsável por 68% do consumo total.
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“Em 2025, o consumo de energia elétrica abastecido a partir da rede pública atingiu 53,1 TWh, 3,2% superior ao registado no ano anterior ou 2,3% considerando a correção dos efeitos da temperatura e número de dias úteis”, diz a REN, salientando que em dezembro “o consumo registou um forte crescimento, de 6,9% face ao mês homólogo do ano anterior”. O consumo anual no ano passado foi o “mais elevado de sempre no Sistema Elétrico Nacional (SEN), ultrapassando em 1,7% o anterior máximo histórico que datava de 2010 (52,2 TWh)”, acrescenta a empresa gestora das redes de energia. Para alimentar este nível de consumo, as energias renováveis foram fundamentais, de acordo com os dados da REN. “A produção renovável totalizou 37 TWh, face a 36,7 TWh no ano anterior, passando a ser o valor mais elevado de sempre no SEN”, sendo responsável por “68% do consumo”. “A impulsionar a produção renovável, refira-se o aumento de 25% na produção fotovoltaica, que mantém um ritmo de crescimento elevado, suportado pela forte expansão desta tecnologia no SEN, bem como um regime particularmente favorável na produção hidroelétrica”, nota a REN em comunicado. “A produção hidráulica representou 27% do consumo nacional, a eólica 25%, a solar 11% e a biomassa 5%”, remata. Olhando para a “produção não renovável, praticamente toda a gás natural”, esta “totalizou 7,9 TWh, 54% acima do ano anterior que tinha registado um valor particularmente baixo, representando 15% do consumo nacional”. “A produção a gás natural, embora continue a ser crítica e relevante para a segurança do abastecimento, tem, com exceção deste ano, baixado a sua penetração, devido à crescente disponibilidade de energia renovável e ao recurso à importação de Espanha”, refere a REN, salientando que “o saldo importador manteve-se elevado, totalizando 9,3 TWh”.
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