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CEO da Ryanair responde a insultos de Musk com campanha promocional: “A Grande Promoção para Idiotas”

Gabriela Ângelo 21 de janeiro de 2026 às 15:22

A campanha já atraiu mais de três milhões de visitas e foi registado um aumento nas reservas da companhia aérea.

No início da semana Elon Musk, o multimilionário e dono do X (antigo Twitter) sugeriu que podia comprar a companhia aérea lowcost Ryanair e chamou o CEO da empresa Michael O’Leary de “idiota” e “insuportável”, depois deste ter rejeitado uma proposta de utilizar a tecnologia Starlink de Musk para fornecer wi-fi nos seus voos. 
Ryanair lança campanha "Grande Promoção para Idiotas" direcionada a Elon Musk. AP
Ambos se envolveram num 'bate-boca' no X até esta quarta-feira, quando O’Leary, em conferência de imprensa, agradeceu a Musk pela polémica, uma vez que as vendas da lowcost aumentaram entre dois a três por cento. Segundo disse, a troca de insultos gerou “publicidade fantástica” para a empresa e insistiu que estava interessado em prolongar a rixa.  Segundo O’Leary, instalar a tecnologia da Starlink nos aviões da Ryanair pode custar entre 150 e 250 milhões de euros por ano, tendo em conta a instalação, a manutenção e a quantidade de combustível queimado. O empresário estima ainda que “menos de 5 ou 10% dos passageiros iriam pagar pelo wi-fi” nos voos. “Não podemos suportar custos desta magnitude para algo que a maioria das pessoas não vai pagar”, afirmou. E sugeriu que, se Musk estivesse disposto a cobrir os custos, aceitaria instalar a tecnologia.
Esta quarta-feira, no X, a Ryanair anunciou uma campanha promocional apelidada de “A Grande Promoção para Idiotas”, em resposta aos ataques de Musk, que atraiu mais de três milhões de visitas e um aumento nas reservas.  Na conferência de imprensa, O’Leary partilhou que não tinha ficado ofendido pelas palavras de Musk porque em casa recebia insultos semelhantes dos seus filhos adolescentes. E apesar de não vender a empresa ao multimilionário norte-americano, lembrou que Musk podia investir em ações da companhia. Contudo, de acordo com as leis da União Europeia (UE), as companhias aéreas sediadas em Estados-Membros apenas podem ser detidas na sua maioria por pessoas da UE, Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. 
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