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"As empresas portuguesas não podem ficar sozinhas"

06 de abril de 2020 às 13:37

Presidente da CIP alega que "as empresas portuguesas estão a ser prejudicadas face aos seus concorrentes europeus".

A CIP elogia a aprovação europeia de 13 mil milhões de euros de apoios do Governo português à economia, mas avisa que continua a ser insuficiente face à "paralisação" provocada pela pandemia deCovid-19e inferior ao atribuído por países concorrentes.

"As decisões da Comissão Europeia vão no bom sentido, mas ainda são manifestamente curtas face à paralisação económica que enfrentamos. As empresas portuguesas estão a ser prejudicadas face aos seus concorrentes europeus, que estão a receber apoios públicos dos seus países mais substanciais e mais rápidos", afirma o presidente da CIP -- Confederação Empresarial de Portugal numa nota.

Alertando que "esta diferença" terá como "consequências imediatas mais desemprego e uma recuperação mais lenta em Portugal", António Saraiva considera "fundamental aprovar um plano robusto e imediato": "O Governo tem de agir já. Não pode ser por episódios. As empresas portuguesas não podem ficar sozinhas", sustenta.

A Comissão Europeia autorizou no sábado a injeção pelo Estado português de 13 mil milhões de euros para combater o impacto económico da crise provocada pela pandemia de covid-19, a efetuar através da atribuição de empréstimos e garantias às empresas, numa decisão que a CIP considera ser "positiva", mas ficar ainda "aquém do problema que as empresas portuguesas enfrentam quase sozinhas".

"Tal como a CIP propôs, é muito importante que parte dos apoios seja a fundo perdido. As empresas precisam urgentemente de tesouraria e não de mais e mais endividamento. Só assim conseguimos evitar uma potencial calamidade empresarial e social em Portugal", adverte António Saraiva na mesma nota.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 68 mil.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito no domingo pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 295 mortes, mais 29 do que na véspera (+11%), e 11.278 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 754 em relação a sábado (+7,2%).

Dos infetados, 1.084 estão internados, 267 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 75 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 de março o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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