O dia em que Futre voltou a casa

Rui Miguel Tovar 12 de abril de 2018

O título festejado atrás da baliza de Padrão, os assobios no regresso e a transferência de João Vieira Pinto. As memórias de Futre no Sporting e no Atlético de Madrid, que se defrontam esta quinta-feira na segunda-mão dos quartos-de-final da Liga Europa, em Alvalade.

Atlético de Madrid e Sporting. A ligação faz 70 anos. No dia 5 de Setembro de 1948, a visita do Sporting ao Metropolitano serve para o violino Jesus Correia dar música com seis golos na vitória por 6-3. Os anos passam e o Atlético só devolve a cortesia em 1990. É o típico jogo de apresentação aos sócios e, desta vez, o aliciante é o regresso de Futre, nascido e criado em Alvalade.

"Nunca pensei", conta ele. "Já tinha ido a Alvalade pelo FC Porto, mas aí até ia preparado para os assobios e isso tudo. Agora nunca pensei ser assobiado com a camisola do Atlético de Madrid." Assobiado? "Sempre, sempre, sempre. Não houve um toque na bola silencioso, foi um tormento. Tanto assim que pedi para ser substituído ao intervalo."

O quê? "É verdade, pedi para sair, fiquei sem vontade de jogar a segunda parte." Entra Toni, com o resultado em 1-0, golo de Gomes (17 minutos). Na segunda parte, Cadete e Carlos Xavier fixam o 3-0. No fim da época, Futre acaba por levantar a primeira de duas Taças do Rei como capitão do Atlético. E ambas no Santiago Bernabéu: 1-0 ao Maiorca (após prolongamento) e 2-0 ao Real.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Opinião Ver mais