No tempo do hóquei sem agá

No tempo do hóquei sem agá
Rui Miguel Tovar 19 de julho de 2016

Em dia de condecoração do presidente Marcelo aos campeões europeus, é de bom tom recordar os Cinco Violinos de 1952

Oliveira de Azeméis é assim, tem encanto. Ponto. O último título mundial da selecção portuguesa data de 2003, num ano em que ganhamos todos os seis jogos: França 4-3, Holanda 12-0, Alemanha 8-1, Brasil 4-1, Argentina 2-1 e Itália 1-0, após prolongamento. O herói é Pedro Alves, autor do golo solitário a 150 segundos do fim. E o último título europeu? Oliveira de Azeméis, 2016. Só com vitórias. Seis, ao todo: Suíça 8-0, Espanha 6-1, Áustria 14-1, Inglaterra 12-0, Suíça 8-0, Itália 6-2. O cinco inicial reúne André Girão, Reinaldo Ventura, Ricardo Barreiros, Hélder Nunes e João Rodrigues.

 

Portugal-Itália, ora aí está o mote para uma conversa interessante. Duas finais, duas vitórias. Há mais? Claro que sim, temos é de recuar muitos anos. Preparado? Aí vamos nós até 1952, é uma edição mista: Europeu e Mundial. Outros tempos. Em que o hóquei ainda se escreve sem agá. Das dez equipas, nove pertencem à Europa e uma (espante-se) a África. O ritmo do torneio é um grupo de todos contra todos. Quem somar mais pontos, é campeão. Então, como é que há uma final? Calma, já lá vamos. Na qualidade de anfitriã, a nossa selecção goleia Suíça 7-1, França 9-0 e Holanda 11-1, no Porto. Quando chega a Itália, apanhamos 3-1. Bom, adiante. Seguimos o nosso caminho vs Dinamarca (13-0), Bélgica (2-1), Inglaterra (9-0), Egipto (12-0) e Espanha (2-1). Esta última vitória é importantíssima. Se empatássemos (ou perdessemos), a Itália leva o caneco. Como a vitória nos sorri, tem de haver um desempate. Com assim?

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