Secções
Entrar

13 anos: e-loan traça perfil de quem consolida crédito

09 de junho de 2026 às 18:29

Solteiros lideram, mulheres são quase metade, Sintra à frente. Um retrato atual do crédito consolidado em 2026.

Para assinalar os seus 13 anos de atividade, a e-loan, intermediário de crédito registado no Banco de Portugal (0001398), analisou mais de 18.000 pedidos de crédito entre janeiro e maio de 2026. Os dados desafiam o estereótipo da família tradicional sobrecarregada por créditos e revelam um perfil mais diverso do que muitos imaginam. 

e-loan

Principais conclusões: 

• 31% dos clientes são solteiros, o maior grupo[Text Wrapping Break]• 16% são divorciados, formando o terceiro grupo mais numeroso[Text Wrapping Break]• A distribuição de género é praticamente equilibrada[Text Wrapping Break]• Sintra é o concelho com mais processos financiados[Text Wrapping Break]• A maioria dos clientes aufere entre 900 e 1.500 euros líquidos mensais[Text Wrapping Break]• 14% dos pedidos são recusados por critérios de scoring 

Os solteiros lideram destacados, com 31% dos processos, à frente dos casados (23%) e dos que vivem em união de facto (16%). Somando os regimes de conjugalidade, o total fica nos 47%, longe da maioria absoluta que a intuição poderia sugerir. 

O crédito consolidado em Portugal é hoje uma solução procurada de forma expressiva por adultos solteiros que, ao longo da vida, acumularam diferentes créditos dispersos. Vivem maioritariamente sozinhos ou em agregados de duas a três pessoas e suportam despesas fixas que, noutros contextos familiares, são frequentemente partilhadas. 

Os divorciados representam 16% e os separados 3%, formando um dos grupos mais relevantes da análise. Na literatura sobre sobreendividamento, o divórcio, o desemprego e a doença são conhecidos como os três factores que mais frequentemente estão na origem de uma ruptura financeira. Os dados da e-loan reflectem isso: a separação é um dos momentos que pode gerar maior pressão nas economias domésticas, e muitas destas pessoas chegam à e-loan meses ou anos após esse evento, quando o impacto acumulado do reajuste financeiro se torna mais evidente. Não é apenas o divórcio recente que procura apoio. É também o de há dois ou três anos, com a reorganização financeira a tornar-se necessária. 

A paridade de género é outro dado revelador. A distribuição entre homens e mulheres é praticamente equilibrada, mantendo-se estável nos últimos quatro anos e contrariando a percepção de que o crédito ao consumo é um território predominantemente masculino. 

Geograficamente, Sintra lidera isolada (6%), seguida de Lisboa cidade (4%), Vila Nova de Gaia, Almada, Seixal, Loures, Amadora e Cascais. O crédito consolidado assume uma expressão relevante nos cinturões metropolitanos de Lisboa e do Porto, onde se conjugam salários médios, rendas habitacionais elevadas e maior dependência de transportes. Quem vive nestes concelhos enfrenta muitas vezes uma realidade exigente: rendimentos moderados e custos de vida próximos dos grandes centros urbanos. 

Para Pedro Leite, CEO da e-loan, “o perfil de quem procura crédito consolidado em Portugal mudou. Não é uma família-tipo, é um conjunto diverso de pessoas com uma coisa em comum: precisam de organizar melhor a sua vida financeira. O que mais nos preocupa são os que ainda não chegaram até nós porque acham que pedir ajuda é um sinal de falhanço. Reorganizar o crédito pode ser uma decisão racional e responsável. Quanto mais cedo for analisada a situação, maiores tendem a ser as alternativas disponíveis.” 

Fundada a 11 de março de 2013, a e-loan já ajudou mais de 80 mil pessoas em Portugal a encontrar soluções financeiras mais adequadas. Foi distinguida como PME Líder e PME Excelência em vários anos. 

Artigos recomendados
As mais lidas