Sábado – Pense por si

PASSATEMPOS

Descubra os novos desafios da SÁBADO

JOGAR

O cancro já não é o fim da linha: cada vez se vive mais com a doença controlada

Há uma revolução no tratamento, sobretudo em situações que dantes eram terminais. As novas terapias permitem que os doentes continuem a trabalhar, a cuidar dos filhos e a ver os netos nascer.

Há alturas em que Telma Lobato não se lembra de que está doente. Faz questão de ir à sua horta para regar as hortaliças, de cuidar dos (muitos) animais da quinta - há galinhas, perus, coelhos, cabras, um porco, dois gatos, um cão e uma tartaruga -, de se vestir e arranjar para sair de casa, de comprar roupa nova, fazer as limpezas e também de cozinhar para a família. Tem três filhos, um rapaz e duas raparigas (de 19, 17 e 14 anos). A (aparente) normalidade só é interrompida de três em três semanas quando vai ao hospital fazer o tratamento de imunoterapia. “Aquilo é um saquinho, é feito através de uma veia na mão e estou lá 30 minutos”, explica. Tem sido assim nos últimos oito meses e o plano é continuar por um período de dois anos. “E se deixar de funcionar?”, já perguntou à sua médica. “Ela disse-me que agora há outros tratamentos, portanto, vamos vivendo enquanto houver opções”, diz, esperançosa.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login