Secções
Entrar

Fumo dos incêndios em Portugal e Espanha chegou ao Reino Unido e França

Luana Augusto 28 de agosto de 2025 às 15:46

Emissões dos fogos que queimaram cerca de 500 mil hectares bateram recordes em Espanha.

O fumo causado pelos incêndios, que deixaram a Península Ibérica, França e até Inglaterra cobertos, ficou captado nas imagens de satélite da Eumetsat. Nelas, é possível ver como os fogos consumiram milhares de hectares. Só em Portugal foram cerca de 270 mil hectares ardidos, enquanto que em Espanha estima-se que arderam mais de 230 mil. 
Incêndios em Portugal: fumo visível do espaço, com emissões elevadas de dióxido de carbono ESA/LUSA_EPA
Imagens mostram uma expansão das colunas de fumo, que começaram a ganhar envergadura na tarde de 13 de agosto, em Portugal e Espanha. Já pelas 16h15 de 15 de agosto as imagens mostravam que os fogos estariam a afetar sobretudo Portugal com as colunas de fumo a terem alcançado o norte e sul de França.  Quanto mais intensos são os incêndios e mais calor libertam, maiores são as suas emissões. Segundo o jornal espanhol El País, as correntes atmosféricas podem ser fundamentais na propagação dos fumos para o sul do continente – isto porque podem empurrar a poluição por milhares de quilómetros. Foi o que aconteceu, por exemplo, com os fogos que assolaram o Canadá entre abril e junho, cuja fumaça cruzou o Oceano Atlântico e chegou até à Grécia, indicou o serviço de monitorização atmosférico Copernicus. 

Recorde de emissões em Espanha

Nos dias mais críticos, as emissões associadas aos fogos dispararam para níveis inéditos. Tanto o dióxido de carbono como as partículas finais alcançaram os seus níveis mais altos em pelo menos 23 anos, em Espanha, tendo superado os registados nos incêndios de 2022 e 2006.  No país vizinho, só na semana de 19 de agosto, os incêndios libertaram 13 milhões de toneladas de dióxido de carbono, de acordo com o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS). Por comparação, em 2023 a aviação comercial havia emitido 7,7 milhões de toneladas, refere o último relatório da Agência Europeia do Ambiente. A magnitude das emissões não só estabeleceu um recorde semanal em Espanha, como também fizeram com que 2025 fosse o ano em que se registou um maior volume de dióxido de carbono e partículas finas, atribuíveis a incêndios, desde 2003. Em Portugal esse recorde não foi quebrado, mas são já o dobro das registadas entre 2003 e 2024. No entanto, ao contrário do que aconteceu nesse país, a nível global as emissões e a quantidade de superfície queimada diminuíram. Segundo o El País, este cenário explicou-se pela mudança no uso dos solos.  Já a nível global as emissões e a quantidade de superfície queimada diminuíram. Segundo o El País, este cenário explicou-se pela mudança no uso dos solos.
Artigos Relacionados
Descubra as
Edições do Dia
Publicamos para si, em três periodos distintos do dia, o melhor da atualidade nacional e internacional. Os artigos das Edições do Dia estão ordenados cronologicamente aqui , para que não perca nada do melhor que a SÁBADO prepara para si. Pode também navegar nas edições anteriores, do dia ou da semana.
Boas leituras!
Artigos recomendados
As mais lidas
Exclusivo

Operação Influencer. Os segredos escondidos na pen 19

TextoCarlos Rodrigues Lima
FotosCarlos Rodrigues Lima
Portugal

Assim se fez (e desfez) o tribunal mais poderoso do País

TextoAntónio José Vilela
FotosAntónio José Vilela
Portugal

O estranho caso da escuta, do bruxo Demba e do juiz vingativo

TextoAntónio José Vilela
FotosAntónio José Vilela