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"Portugal entre a Europa e a América: o valor da ligação transatlântica", um ensaio de Durão Barroso

A Europa terá de se tornar um ator geopolítico de uma forma que até hoje não foi — com uma identidade própria — e deve reforçar a sua dimensão da NATO, mantendo o compromisso com a Aliança Atlântica. Portugal encontra-se numa posição privilegiada para compreender esta realidade.

Celebram-se este ano dois séculos e meio de uma nação, a então “jovem nação”, como ficou conhecida tanto por nós, vista da Europa, como pelos próprios pais fundadores e líderes que se seguiram. O que nasceu em 1776 foi certamente um país, mas foi mais do que isso. Foi um país com uma ideia, uma república assente num projeto político democrático. Mais do que o resultado de contingências históricas, foi uma nação que se pensou a si própria antes de formalmente o ser, afirmando, desde o início, um compromisso com os princípios da liberdade e da igual dignidade de todos os seres humanos.

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