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Os arquitetos do império

Thomas Jefferson duplicou o território nacional. Por meio da guerra de conquista, James K. Polk forjou um Estado continental. William McKinley criou um império ultramarino. Theodore Roosevelt projetou o poderio bélico dos Estados Unidos para o mundo. Presidentes que forjaram um domínio, do Altântico ao Pacífico.

Cem anos passados sobre a Declaração de Independência de 1776, os Estados Unidos da América já não se reduziam às 13 colónias costeiras que se separaram da Grã-Bretanha para fundar uma nova república. Dez vezes maior, o país estendia-se do Atlântico ao Pacífico. O jornalista John O’Sullivan atribuía a vertiginosa expansão ao “Destino Manifesto”, ou seja, ao imperativo de “civilizar” um continente “vazio” e “selvagem”. Não era uma ideia nova, pois já os Puritanos que chegaram ao Massachusetts em 1630 acreditavam que a América era uma “nova Jerusalém” abençoada pela mão da Providência, um refúgio para toda a humanidade subjugada à tirania e à corrupção do Velho Mundo. Homens do seu tempo, os Presidentes que edificaram o império acreditavam que o país era “indispensável” porque abria o caminho à “redenção” do mundo. Esta narrativa instalou-se na cultura política nacional e ainda hoje encontra ressonância junto da população e dos decisores políticos.

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