Ricardo Araújo Pereira declara guerra às "modernices"

Ricardo Araújo Pereira declara guerra às 'modernices'
Alexandre R. Malhado 28 de novembro de 2017

Durante a apresentação do livro "Reaccionário com Dois Cês", Ricardo Araújo Pereira admite ser reaccionário em relação a "brunch, as caixas de comentários de jornais online, a moderna utilização do adjectivo 'brutal', o pensamento positivo e as notícias de lifestyle"

"Brunch, as caixas de comentários de jornais online, a moderna utilização do adjectivo 'brutal', o pensamento positivo e as notícias de lifestyle". Estas são algumas "rabugices" que Ricardo Araújo Pereira aborda no seu novo livro "Reaccionário com Dois Cês", editado pela Tinta-da-China e apresentado esta terça-feira na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova.

Durante a apresentação do livro, que junta crónicas do humorista sobre temas como Portugal, liberdade de expressão e até "a vagina de Marine Le Pen", pouco foi mencionado a nova obra. Depois de um atraso de 20 minutos, Ricardo Araújo Pereira sentou-se à mesa, justificou o seu atraso com a chuva - "que é culpa do Medina" - e, perante um auditório lotado com mais de 150 pessoas, algumas delas até sentadas no chão, mostrou-se disponível a perguntas. 


Durante quase três horas, Ricardo Araújo Pereira respondeu a perguntas sobre diversos temas, de limites do humor à religão, até ao caso Louis C.K. Em comum, todos os temas estão relacionados com a capacidade do riso - ou a falta dela. "Somos o único animal que sabe que vai morrer e que ri. Não é coincidência. Torna a vida mais leve. Mas, pá, vamos morrer na mesma", disse.

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