Sábado – Pense por si

O meu filho tem hiperatividade e eu também

Mónica Baltazar 27 de janeiro de 2026 às 23:00

Os sintomas confundem-se normalmente com depressão ou ansiedade e só o diagnóstico traz a resposta para o que se sentiu toda a vida. Casos de pais que descobrem que afinal também sofrem do mesmo mal das crianças

Ainda nem tinham passado três minutos desde o início da entrevista, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, quando Luís Torrão, 40 anos, confessa à SÁBADO que tem estado a olhar para aquela ficha elétrica na parede à nossa frente, fixamente a pensar se estaria bem instalada. A mulher, Rita, 38 anos, também admite que já tentou ver, pelo canto do olho, quem é a dona dos saltos altos que se ouvem passar ao fundo. Falta de interesse pela conversa? Não. São apenas dois adultos que sofrem de Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA). O filho mais velho do casal, Guilherme, 11 anos, que também participou da conversa, foi o primeiro a ser diagnosticado com esta condição neuropsiquiátrica. E, no seu caso, o que já lhe terá passado pela cabeça nestes poucos minutos em que aqui estamos? Descontraída, a criança não hesita em assumir que pensou “na escola, na luz que está ali ao lado e no elevador”. A velocidade dos pensamentos é uma das características desta perturbação.

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