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Mulheres cientistas: ninguém as conhece, mas fizeram história

Lucília Galha
Lucília Galha 03 de março de 2026 às 23:00

Descobriram a tecnologia das vacinas da Covid, a origem da síndrome de Down e o processo na base da bomba atómica - mas não foram reconhecidas por isso. Também na ciência, as mulheres sofrem discriminação. Há um livro que explica porquê.

Vamos fazer um exercício: é capaz de se lembrar de, por exemplo, cinco nomes de mulheres cientistas que ficaram conhecidas na História? E se tentar fazer o mesmo, mas com homens? Torna-se mais fácil, não é? Não se martirize, o esquecimento não é apenas seu. Na verdade, esta discriminação existe há séculos. Um exemplo paradigmático é o de Trótula de Salerno, uma médica e filósofa italiana do século XI - reconhecida como a primeira ginecologista do mundo. “No século XII, depois de ela já ter morrido, um monge que estava a copiar os seus escritos e estudos, presumiu que se tratava de um homem. Alguém tão talentoso não poderia ser uma mulher, portanto, copiou o nome dela de forma errada e deu-lhe um pronome masculino em latim. A partir daí, essa suposição atravessou a história e Trótula de Salerno foi, durante muito tempo, considerada um homem”, conta à SÁBADO Filipa Almeida Mendes.

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