Entrevista

Feytor Pinto: “Sonho merecer o céu. Só espero que lá haja trouxas-de-ovos”

Ana Catarina André 06 de outubro

Sempre quis ser padre. Feytor Pinto foi ordenado aos 23 anos e percorreu o País a anunciar o Concílio Vaticano II, uma das mais revolucionárias reflexões da história da Igreja. Trabalhou na luta contra a droga e foi próximo de quatro patriarcas. Morreu esta quarta-feira.

A entrevista foi inicialmente publicada em setembro de 2017, quando Feytor Pinto deixou de ser prior da igreja do Campo Grande, em Lisboa.

Aos 85 anos, monsenhor Vítor Feytor Pinto continua a citar de cor documentos papais.  Sempre tive boa memória." Quando a SÁBADO o entrevistou, no seu gabinete, na paróquia do Campo Grande, em Lisboa, estava a trabalhar num novo artigo – numas folhas à mão, como sempre. "Estou a escrever sobre transplantes", explicou o sacerdote, que ao longo da vida se dedicou a questões na área da bioética, como o aborto ou a eutanásia. Ao longo de mais de três horas, recordou a infância feliz, o 25 de Abril (foi ele quem anunciou a revolução aos bispos), as histórias com Soares e a visita de João Paulo II. Diz que é feliz. "Tenho tudo."

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