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Dias de "horror" dentro das prisões portuguesas

Diogo Barreto
Diogo Barreto 10 de abril de 2024 às 23:00

São mordidos por ratos, dormem com frio e servem-lhes comida podre. O Estado português já foi condenado a pagar mais de 800 mil euros em indemnizações aos presos.

Acela, com apenas 6 m2, era gelada no inverno. O teto branco estava coberto de bolor e a humidade acumulada nas paredes fazia a tinta cair. Durante dois anos e quatro meses esta foi a vida de Mãris Jevdokimovs. Dividia a minúscula cela, sem condições, com outro recluso. A separar as camas apenas 50 centímetros. E ao fundo da cela, junto à porta, estava a sanita, praticamente colada à despensa onde os reclusos guardavam a comida. Não existia privacidade na cela do Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL) até porque o espaço dedicado à sanita nem tinha cortina. “A cela não tem qualquer tipo de ventilação e por isso os reclusos têm de lidar com odores desagradáveis”, lê-se na queixa apresentada pelo advogado do recluso letão, José Gaspar Schwalbach, junto do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH).

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