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Da guerra ao bullying: porque é que tantas vezes escolhemos não agir

Vemos violência, injustiça e sofrimento todos os dias sem nada fazer. Mas a inação nem sempre resulta de indiferença. Pode nascer do medo, da fadiga emocional e da pressão do grupo.

Guerras em direto no telemóvel, episódios de discriminação nas ruas, casos de bullying nas escolas. Vemos tudo e, ainda assim, muitas vezes não fazemos nada. Será falta de empatia? Nem sempre. A psicóloga Mariana Barbosa, coordenadora e docente do Mestrado em Psicologia da Universidade Católica Portuguesa, explica que a passividade perante o sofrimento dos outros pode resultar de mecanismos sociais profundamente humanos. Mas alerta: num mundo marcado pela sobrecarga emocional, pelo individualismo e pela polarização, aprender a agir pode tornar-se uma das competências mais importantes do nosso tempo.

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