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As primeiras sessões de cinema foram assim

Em 1896 os portugueses espantaram-se com danças do ventre, bailes de Carnaval e serralheiros em movimento numa tela. As curtas-metragens duravam um minuto.

As cortinas do palco do Real Coliseu de Lisboa foram fechadas, dando início ao intervalo da opereta O Comendador Ventoinha. Mas o espetáculo da noite de 18 de junho de 1896 tinha mais um atrativo. De um aparelho colocado ao fundo do palco saiu um foco de luz projetado numa tela, fixada junto à boca de cena. “Todos aqueles personagens que num pequeno quadro se movem aos nossos olhos, têm vida, têm alma”, escreveu no dia seguinte o jornal Correio da Manhã. Os personagens eram dançarinos em bailes parisienses no Carnaval, bailarinas egípcias em danças do ventre e serralheiros a forjar ferro numa oficina que desfilavam em curtas-metragens de não mais de um minuto. Espantado, o público que preenchia a sala permaneceu em silêncio. Depois, “rompeu em bravos e palmas aclamando com todo o entusiasmo Mr. Rousby”, descreveu o jornal.

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