Ribeiro da Silva: "a factura da tarifa social de energia vai reflectir-se no preço ou na qualidade do serviço"

Negócios 29 de fevereiro de 2016

O presidente da Endesa tem dúvidas quanto à proposta do Bloco de Esquerda para fazer chegar esta tarifa a um milhão de famílias. Em entrevista ao Diário de Notícias esta segunda-feira diz que a ideia é "populista".

Por Jornal de Negócios

Nuno Ribeiro da Silva, presidente da Endesa Portugal, acredita que o alargamento da tarifa social da energia irá "reflectir-se no preço ou na qualidade do serviço". Para o ex-governante, "não se percebe bem se o alargamento é a um milhão de famílias ou se são as 500 mil já definidas pelo anterior Governo em que se considera uma média de duas pessoas por família", considera Ribeiro da Silva, em entrevista ao DN esta segunda-feira, 29 de Fevereiro. 
O presidente da Endesa lamentou que sejam a EDP, REN e Endesa a pagar este alargamento. "Assim é fácil tomar medidas políticas. Varre-se os custos para debaixo do tapete". O responsável incitou ainda o Governo a colocar "os custos no orçamento da solidariedade social".
Nuno Ribeiro da Silva salientou ainda que "não há pequenos-almoços à borla. É preciso ver que esta medida é populista", garantiu, referindo mesmo que a tarifa social não tem tido a aceitação que se esperava.
O ex-governante disse mesmo que a medida é um "absurdo" que irá conduzir a que se dê "automaticamente abrigo a uma série de pessoas que não têm realmente carências". E ironizou: "começam a entrar famílias que têm consumos eléctricos que nada têm a ver com o casal de velhotes reformados que tem aquele mínimo: umas luzinhas, a televisão, o frigorífico e pouco mais".

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