O chefe de Estado norte-americano indicou que, embora os canais de comunicação com Teerão permaneçam abertos através de aliados como o Paquistão, não sente urgência em sentar-se à mesa das negociações de imediato.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu este domingo não ter pressa num novo acordo com o Irão, estando a estratégia de pressão máxima do seu Governo a asfixiar a economia iraniana e a sua capacidade operacional.
O presidente Donald Trump Foto AP/Mark Schiefelbein
Numa entrevista concedida ao canal televisivo Fox News, Trump afirmou que o tempo está a favor de Washington.
O chefe de Estado norte-americano indicou que, embora os canais de comunicação com Teerão permaneçam abertos através de aliados como o Paquistão, não sente urgência em sentar-se à mesa das negociações de imediato.
Reiterou também que o seu principal objetivo continua a ser impedir que a República Islâmica desenvolva armamento atómico, classificando tal possibilidade como uma ameaça existencial à estabilidade global.
“Não podemos permitir que o Irão possua armas nucleares em circunstância alguma. Eles usariam essas armas e poriam em perigo Israel, a Europa e os próprios Estados Unidos. Estamos a prestar um serviço ao mundo ao impedir isso”, sustentou.
A entrevista serviu igualmente para Trump expressar o seu descontentamento com os aliados europeus e a NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental), que acusou de não terem prestado o apoio necessário à contenção do regime iraniano, apesar dos “biliões de dólares” que os Estados Unidos investem na proteção da Europa contra a Rússia.
Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.
Em retaliação à ofensiva, o Irão encerrou o estreito de Ormuz, abalando a economia mundial, e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.
Washington e Teerão acordaram em 07 de abril um cessar-fogo de duas semanas, para negociações assentes num plano de dez pontos de Teerão para pôr fim a 40 dias de guerra.
O cessar-fogo foi prorrogado em 21 de abril por Trump, horas antes de expirar, para que o Irão apresente o seu plano, que prevê o levantamento das sanções internacionais e a retirada das tropas norte-americanas da região em troca de um compromisso iraniano de não produzir armas nucleares e garantir a passagem segura pelo estreito de Ormuz.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, saudou o prorrogamento do cessar-fogo, afirmando tratar-se de “um passo importante rumo ao apaziguamento e à criação de um espaço fundamental para a diplomacia e a construção de confiança entre o Irão e os Estados Unidos”.
Entretanto, Teerão mantém o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do crude mundial, e Washington, por sua vez, impede a passagem de navios que tenham como origem ou destino portos iranianos.
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.