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A Marinha francesa intercetou esta segunda-feira a sul da ilha da Reunião, território francês no Oceano Índico, um petroleiro suspeito de pertencer à 'frota fantasma' russa usada para exportar combustíveis contornando sanções internacionais, anunciou o Presidente Emmanuel Macron.

Marinha francesa intercetou 'frota fantasma'
Marinha francesa intercetou 'frota fantasma' ALPACI - France Pacific Command via AP

"A França está determinada a combater a 'frota fantasma'", assegurou Macron na rede social X, exibindo imagens breves da operação.

O navio, adiantou, é o DF Peak, com bandeira do Benim, e que consta da lista de sanções da União Europeia.

É suspeito de integrar a frota fantasma russa desde 25 de junho de 2024, altura em que operava sob o nome Kaliningrad.

"A análise dos documentos pela equipa de inspeção, após o embarque, confirmou as suspeitas de irregularidade na bandeira ostentada", informou o Estado-Maior das Forças Armadas francesas no X.

O navio foi "desviado da sua rota sob escolta de meios da Marinha Nacional", adiantou.

Atualmente, constam da lista de sanções europeias mais de 700 navios.

Os navios suspeitos de serem utilizados pela Rússia para exportar hidrocarbonetos, apesar das sanções norte-americanas, britânicas ou europeias, mudam por vezes de nome ou de bandeira para contornar a fiscalização.

O anúncio de Macron surge num contexto de preocupação dos europeus quanto ao futuro da guerra na Ucrânia, após um acordo sobre o gasóleo russo entre Washington e Moscovo, prevendo o levantamento das sanções sobre exportações russas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na sexta-feira ter negociado o fornecimento de grandes quantidades de gasóleo russo aos mercados norte-americano e global, suspendendo para isso sanções que pesavam sobre Moscovo --- para grande descontentamento do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que classificou a decisão como "fraqueza".

A União Europeia prometeu continuar a reforçar as suas próprias medidas contra Moscovo, e a chefe da sua diplomacia, Kaja Kallas, declarou no sábado que o levantamento das sanções sobre o gasóleo russo contribuía para alimentar a guerra travada pelo Kremlin contra o seu vizinho ucraniano.

Trump anunciou ainda, no domingo, um "cessar-fogo energético" entre a Rússia e a Ucrânia, mas este não está a ser respeitada por Moscovo, segundo Volodymyr Zelensky.

"Torna-se cada vez mais claro que a Rússia se recusa a aceitar a trégua energética proposta pelos Estados Unidos e que pretende continuar com os seus ataques aéreos terroristas contra a nossa população", disse hoje o Presidente ucraniano no X.

Segundo Zelensky, a Rússia atingiu esta segunda-feira seis infraestruturas energéticas na Ucrânia.

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