Eleições na Hungria decidem futuro político do país
O país vai a votos numa eleição crucial que pode redefinir a sua posição na Europa e colocar fim aos 16 anos de poder de Viktor Orbán. O jornalista da AP explica as legislativas na Hungria.
O país vai a votos numa eleição crucial que pode redefinir a sua posição na Europa e colocar fim aos 16 anos de poder de Viktor Orbán. O jornalista da AP explica as legislativas na Hungria.
O primeiro-ministro da Hungria foi às urnas numa votação decisiva que pode afastá-lo do cargo após mais de uma década e meia no poder.
Depois de 16 anos no poder o primeiro-ministro populista Viktor Orbán pode ser substituído pelo seu antigo aliado, Péter Magyar.
O líder do partido opositor Tisza tem prometido restaurar o Estado de Direito e a independência dos tribunais, exigências de Bruxelas para desbloquear milhares de milhões de euros de fundos europeus retidos por violações ao Estado de Direito e corrupção sistémica do governo de Viktor Orbán (Fidesz), no poder há 16 anos.
No poder desde 2010, Orbán enfrenta domingo um ‘teste de fogo’, uma vez que parte, nas sondagens, atrás do líder da oposição, Péter Magyar, do partido Tisza.
Péter Magyar surgiu como principal adversário de Viktor Orbán após cortar laços com o Fidesz, em 2024. As eleições legislativas húngaras que podem ditar o fim de Orbán acontecem este domingo.
De forma inesperada, durante o discurso no comício de Viktor Orbán, JD Vance telefonou ao presidente norte-americano. Ao longo da conversa, Donald Trump deixou elogios ao primeiro-ministro húngaro.
A Hungria vai a eleições a 12 de abril e Orbán parece ter um adversário à altura. O vice-presidente dos Estados Unidos aterrou esta terça-feira em Budapeste para apoiar o grande aliado europeu.
O Tisza, partido de centro-direita liderado por Péter Magyar, lidera sondagens mas o Fidesz, do atual primeiro-ministro, continua a reunir a preferência dos mais velhos.
Viktor Orbán criou uma oligarquia ultra-rica que inclui o amigo de infância, o genro, o pai e vário protegidos, alimentada por favores do estado. Essas ligações e os indícios de corrupção são o seu calcanhar de Aquiles nas eleições que se avizinham.
O processo de eutanásia de Noelia Castillo, o assassinato do homem que controlava Ormuz, a possível saída de cena de Viktor Orbán e cinco excelentes razões para aproveitar o fim-de-semana.
Órban acusou diretamente o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de "querer punir as famílias e os empresários húngaros com o bloqueio do petróleo".
Valores estavam a ser transportados por estrada através da Hungria quando foram apreendidos na quinta-feira passada, com as autoridades a suspeitar de branqueamento de capitais.
O primeiro-ministro ultra nacionalista disse que o Governo de Budapeste não quer financiar o esforço de guerra e "não quer pagar mais pelos recursos energéticos".
O primeiro-ministro húngaro acusa a Ucrânia de "chantagem" por bloquear o fornecimento de petróleo à Hungria através do oleoduto Druzhba.
O primeiro-ministro da Hungria justifica esta afirmação com o facto de todos os restantes países da União Europeia "serem a favor da guerra".