Sindicatos da PSP lamentam que acordo com Governo esteja parado há dois anos
Luís Neves retomou esta segunda-feira as negociações com as associações socioprofissionais da GNR e sindicatos da PSP.
Luís Neves retomou esta segunda-feira as negociações com as associações socioprofissionais da GNR e sindicatos da PSP.
Em causa está o acordo assinado entre o MAI e três sindicatos da PSP e quatro associações socioprofissionais da GNR que estabeleceu o aumento em 300 euros do suplemento de risco, passando este subsídio para 400 euros.
Foram instaurados inquéritos às manifestações de 2 de outubro e 3 de dezembro que seguem no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.
Fora do acordo ficam o Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores (SNBS), que diz ser o mais representativo, e o Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil.
Em comunicado, o SNBS considerou que o acordo proposto "é injusto, lesivo e propício a gerar conflitos e divisões internas".
"O principal objetivo destas reuniões é a revisão do estatuto remuneratório, mas a ministra quer rever as carreiras na sua totalidade e para isso tem de rever o estatuto dos militares da Guarda", anunciou dirigente sindical.
Em julho, o Governo e os principais sindicatos da PSP e associações da GNR chegaram a um acordo em relação ao suplemento, que se traduziu num aumento faseado de 300 euros até 2026, passando o suplemento de risco e serviço nas forças de segurança de 100 para 400 euros.
Para isso, os bombeiros terão que se comprometer com um "diálogo institucional sereno".
A proposta implica que, a partir de janeiro de 2025, os bombeiros sapadores no ativo tenham um aumento médio de "cerca de 5%" nas suas remunerações.
Este não é o tempo de conclusões antecipadas, nem de julgamentos precipitados na praça pública.
Greve estende-se até 31 de outubro. Em causa está o pedido por melhores condições salariais.
Trata-se do "maior aumento" feito para as forças de segurança e de uma "valorização justa para corrigir um erro histórico", considerou ministro Leitão Amaro.
O acordo entre o Ministério da Administração Interna (MAI) e cinco dos sindicatos da PSP e associações da GNR para o aumento faseado de 300 euros no suplemento foi alcançado no passado dia 9 de julho.
Leitão Amaro salientou que o executivo minoritário PSD/CDS-PP sempre disse que as medidas deste plano "iam ser implementadas ao longo do tempo, em meses e anos, e que iriam produzir gradualmente resultados".
Reduzem expectativas com propostas baixas, omitem informações sobre pontos de trabalho, fazem gestão emocional e dividem para reinar. Os sindicatos queixam-se das estratégias do Governo – e culpam o primeiro-ministro e as Finanças por bloquearem acordos.
A ministra da Administração Interna reuniu ontem com os sindicatos da PSP e associações da GNR, tendo estes aceitado um acordo para a atribuição de um suplemento de risco, que se traduz num aumento faseado de 300 euros até 2026.