Irão: como o labirinto persa chegou ao ponto de rutura
Uma capital de nove milhões sem água, uma economia a afundar-se, uma oposição sem programa ou união, um país a esvair-se em protestos sem solução clara à vista.
Uma capital de nove milhões sem água, uma economia a afundar-se, uma oposição sem programa ou união, um país a esvair-se em protestos sem solução clara à vista.
Aitolá está no poder há 36 anos e é a figura mais importante do Irão, visto que possui todo o tipo de poderes. Em 1981, foi alvo de uma tentativa de assassinato que o deixou com o braço direito paralisado.
O ataque israelita lançado a partir de dia 13 quer terminar, ou atrasar, o que já está no terreno: Irão dispõe de 400 quilos de urânio enriquecido a 60%, passível de ser muito rapidamente enriquecido a 90%. Há décadas que faz o caminho para aqui chegar.
O até agora primeiro vice-presidente terá de organizar as próximas eleições num prazo de 50 dias.
Ultraconservador iraniano intensificou a repressão contra os críticos do regime. A morte de Mahsa Amini levou às maiores manifestações dos últimos anos e na sequência da repressão mais de 500 manifestantes terão sido mortos pelas forças de segurança.
Um dos mais aclamados autores do século XX, Kundera teve em "A Insustentável Leveza do Ser" a sua obra-prima. Morreu aos 94 anos.
ONG avança que estarão detidas cerca de 20.000 pessoas, incluindo 110 que correm o risco de sentenças de morte sob a lei islâmica.
"A missão das patrulhas da polícia da moralidade terminou", declarou Ali Janmohamadi, porta-voz do Centro de promoção da virtude e proibição do vício, em declarações ao diário Jamaran.
Até onde o povo iraniano está disposto a carregar a sua revolução? Será que já intuíram o real preço a pagar em nome da liberdade, contra uma teocracia clérigo-militar sedenta de poder, vingança e sangue?
Eliezer Tsafrir foi o último chefe da Mossad quando a revolução islâmica de 1979 estourou no Irão. Reformado do serviço de inteligência israelita, mantém rituais de segurança: nunca se senta com as costas viradas para a porta.
Donald Trump anunciou que EUA tinham na mira 52 locais "muito importantes" para a cultura do Irão caso este pensasse numa retaliação.
Qassem Soleimani foi um dos homens mais influentes da história recente do Irão, Iraque, Síria e Líbano. Em 2018 tinha lançado uma ameaça a Trump: "Irá começar a guerra, mas nós vamos acabá-la".
Centenas de documentos dos serviços secretos iranianos contam histórias de espiões que trocaram de lado, dirigentes iraquianos que são leais a Teerão e como o Iraque foi dividido entre EUA e Irão.
Em 1953 os Estados Unidos tomaram conta do país e, sob o regime do Xá Reza Pahlevi, o Irão tornou-se um dos maiores compradores de armas americanas.
Segundo uma agência noticiosa do país, os 8 homens foram julgados em tribunal e condenados à pena de morte.
Iranianos Ehsan Hay Safí e Masoud Shojaei representam o Panionios