O Labirinto da Razão de Estado: Uma análise comparada da arquitetura do sistema de informações da República Portuguesa no contexto europeu
Ao contrastarmos o modelo português com os gigantes da inteligência europeia emerge uma assimetria profunda.
Ao contrastarmos o modelo português com os gigantes da inteligência europeia emerge uma assimetria profunda.
Apesar de tudo, a PSP continua a cumprir com excelência a sua missão. Em cada operação, em cada patrulhamento, em cada escola, bairro ou estádio, estão agentes que vestem a farda com dignidade, vocação e um profundo sentido de dever.
Duas gerações de portugueses viveram sob um regime ditatorial, criado por Salazar, que marcou todos os aspetos da vida no País. A jornalista Fernanda Cachão leva-nos numa viagem ao tempo em que vivíamos com senhas de racionamento, Hitler era um amigo, a PIDE perseguia e os informadores denunciavam tudo.
As atoardas de André Ventura e de outros membros do Chega continuam a não ser acriticamente aceites pelos seus seguidores, sem que sejam devidamente assinaladas as profundas incongruências desses discursos.
A guerra colonial terminou com a revolução, como acabaram de facto, mesmo sem decreto, a censura, a PIDE/DGS, os tribunais plenários ou a Ação Nacional Popular. Os incidentes que ocorreram depois foram consequência não da guerra mas da opção do regime de Salazar e de Marcelo Caetano em manter um domínio colonial contra as circunstâncias determinantes dos tempos da História.
O jornal secreto do dia 25 de Abril em Angola que devia ter sido destruído. O discurso de Otelo à porta fechada. As conversas com o “inimigo”. As noites quentes sob assalto. Memórias de seis ex-combatentes na guerra do Ultramar.
Uma corrida aos supermercados, como se fosse Natal, e bichas para a gasolina. Apesar da incerteza, a população fez questão de dar fruta, flores e cigarros aos militares. Os jornais apelaram para denunciar os agentes da PIDE que tinham escapado e o Sporting não podia entrar no País.
Os rostos, a alegria, as ruas, os episódios inusitados e a queda de um regime. Estas são as imagens icónicas explicadas por quem as fez.
Confundir um voto no Chega com um voto de protesto (como foi, por exemplo, o daqueles que no Brasil votaram em Tiririca) é mais do que insensato - é verdadeiramente suicidário.
Casada com um diplomata suíço, criada na elite do Estado Novo, Ana Silva Pais abandonou tudo pela revolução cubana. Foi tradutora de Fidel e só voltou a Portugal para ajudar o pai, Silva Pais.
A morte saiu à rua no dia 19 de dezembro, faz amanhã, domingo, 60 anos, e levou o magnífico escultor comunista. Três agentes da PIDE apanham José Dias Coelho, numa rua em Alcântara. António Domingues é quem o mata à queima-roupa. Os cravos de Abril de 1974 sentaram-no no banco dos réus. Mas a sentença foi curta.
Tomada a decisão, em breves instantes apenas fuzilaram cinco vidas. Dos cadáveres então feitos cortaram as cabeças. E depois o soba colocou as cabeças nos paus, onde ficaram expostas sete dias. Os paus, esses, permaneceram para sempre, à vista de todos, na Sanzala Mihinjo, Abril de 1961.
Fernando Cavaleiro Ângelo escreveu mais de 400 páginas para contar a história da Dinfo. O livro é uma viagem à espionagem russa em Lisboa e às operações contra as FP-25 de Abril.
Tal como o 28 de Maio de 1926, o 25 de Abril de 1974 foi tecnicamente um golpe de Estado militar. Tal como o 28 de Maio, autobatizou-se, tempos mais tarde, de Revolução.
Carvalho das Barbas foi um herói para os brancos e um diabo para os negros. Jogava à bola com cabeças decepadas e há quem o acuse de ter usado câmaras de gás improvisadas. Trabalhava com a PIDE e os militares.