Estado já é novamente acionista da REN com 13,7% do capital
O Governo justificou a entrada no capital da REN com razões de "soberania e segurança energética".
O Governo justificou a entrada no capital da REN com razões de "soberania e segurança energética".
Leitão Amaro esclareceu que as propostas são "globalmente tão próximas que o melhor é ter uma fase adicional, final, da negociação com ambos".
A Air France-KLM e a Lufthansa entregaram em 29 de julho, no último dia do prazo, propostas vinculativas no processo de privatização da TAP.
Custo com o jet fuel disparou devido ao conflito no Médio Oriente e levou a transportadora aérea a um prejuízo de 99,2 milhões de euros no primeiro semestre de 2026.
A operação, acordada entre a Parpública e a Pontegadea e que ainda precisa de visto do Tribunal de Contas, prevê a aquisição de 13,7%.
O ministro da Presidência explicou que a aquisição de participações relevantes em empresas cotadas é normalmente feita através de negociações bilaterais, com base numa média histórica da cotação e um prémio associado à influência que a participação confere.
Primeiro-ministro pretende que rede elétrica chegue "mais facilmente à casa das pessoas e também às empresas". Objetivo passa também por "diminuir os custos".
O processo prevê a venda de até 49,9% do capital da TAP, dos quais 5% estão reservados aos trabalhadores.
Mais que a incoerência, a questão central é financiar o quê e como. Portugal ainda tem uma dívida elevada e tanto Bruxelas como o Banco de Portugal preveem que o Governo vá incumprir os limites de despesa já no próximo ano.
Foram inventariados 56.500 de um total de cerca de 60 mil imóveis públicos por cadastrar. 67% são rústicos.
O Governo quer alienar até 49,9% do capital da companhia, dos quais 44,9% a um investidor de referência e até 5% reservados a trabalhadores, num processo em que serão tidos em conta o preço, o plano industrial, a conectividade e a capacidade financeira do comprador.
O Governo, através da Parpública, contratou a EY e o Banco Finantia para fazer avaliações independentes, mas os valores não são públicos.
Em 2024, a transportadora aérea portuguesa obteve um resultado líquido de 53,7 milhões de euros.
Miguel Pinto Luz, que falava no parlamento, considerou "extemporâneo" antecipar conclusões sobre as propostas não vinculativas e rejeitou fazer futurologia sobre o resultado do concurso, indicando que o Governo aguarda o relatório da Parpública.
Só chegaram as duas propostas que os grupos de aviação confirmaram, com a IAG a ficar de fora da corrida. Agora é o tempo da Parpública elaborar um relatório fundamentado para apresentar ao Governo.
Tamur Goudarzi Pour garantiu em Frankfurt: "Estamos prestes a apresentar a proposta e não é o momento certo para dar detalhes".