OPEP+ decide aumentar produção de petróleo em 188.000 barris por dia
O grupo, liderado pela Arábia Saudita e pela Rússia, tem vindo a aumentar gradualmente a produção desde há um ano.
O grupo, liderado pela Arábia Saudita e pela Rússia, tem vindo a aumentar gradualmente a produção desde há um ano.
O Irão denunciou a participação dos Emirados Árabes Unidos "na agressão dos Estados Unidos ao Irão" nas últimas semanas, acusando o país do Golfo de contribuir para a insegurança na região.
A Rússia quase duplicou em março as receitas provenientes da exportação de petróleo face ao mês anterior, devido à valorização do crude provocada pelo bloqueio iraniano do estreito de Ormuz.
Demonstrando a continuidade do grupo após o abalo provocado pela saída dos Emirados Árabes Unidos.
Agostinho Pereira de Miranda partilha com a SÁBADO que se trata de uma "decisão histórica" e que este é mais um momento de distanciamento entre os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita, principal produtor da OPEP.
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) decidiram abandonar o cartel de países produtores de petróleo com efeitos já a 1 de maio.
O Presidente dos EUA lançou um novo ultimato ao Irão para que abra a passagem aos navios em Ormuz sob pena de atacar as centrais elétricas e as pontes do país e de o país ser submetido ao "inferno".
Líderes estão a discutir vias para solucionar a situação.
O crude está a disparar nos principais mercados internacionais. As estimativas de que poderá em breve chegar aos 150 dólares parecem cada vez mais alcançáveis. Os restantes ativos estão todos a reagir.
Basta que a guerra entre Teerão e Washington se estenda para lá do fim de semana para o preço do petróleo subir acima dos 100 dólares. É a análise do CEO da ActivTrades Europe, que explica que o excesso de crude atual "mitiga alguma ansiedade", mas pode não se manter.
Preço chegou a a atingir os 78,22 dólares por barril.
Decisão foi tomada numa breve teleconferência entre os ministros da energia e do petróleo de Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã.
Irão tem uma produção significativa e também pode fechar o Estreito de Ormuz.
Trump está a pressionar o Irão a assinar um acordo com os EUA para travar as suas aspirações nucleares ou enfrentar uma intervenção militar. A perspetiva de um conflito e possíveis disrupções no abastecimento de crude estão a levar os preços do petróleo a dispararem.
As cotações do "ouro negro" estão a recuar 3,3%, isto depois de os EUA terem sinalizado que vão adiar uma ação militar em Teerão.
A partir da próxima segunda-feira, 7 de julho, a gasolina deverá descer dois cêntimos, enquanto os preços do gasóleo não devem sofrer alterações.