Trump diz que EUA sairão do Irão, a não ser que decida "ficar com o petróleo" como na Venezuela
Decorrerá na segunda-feira uma reunião entre Omã e o Irão, a propósito do futuro do estreito de Ormuz.
Decorrerá na segunda-feira uma reunião entre Omã e o Irão, a propósito do futuro do estreito de Ormuz.
O chefe da diplomacia de Omã reiterou o compromisso do sultanato com "a segurança marítima e o Direito Internacional".
Mascate e Teerão mantêm há várias semanas negociações, sem a participação dos Estados Unidos, sobre a gestão da navegação no estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo e gás.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Baghai não forneceu pormenores sobre a rota acordada.
Imagens aéreas mostram uma enorme mancha de petróleo a espalhar-se nas águas ao largo de Omã, após o petroleiro russo Caroline Bezengi naufragar perto da ilha de Qabiliyah, esta quinta-feira. O derrame já atingiu a costa e ameaça chegar à ilha de Masirah.
Omã alertou, contudo, que os ataques contra navios podem afetar as negociações.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão ressalvou que um acordo com Omã não levará, por si só, à reabertura imediata do estreito de Ormuz, argumentando que o bloqueio iraniano foi uma consequência da ofensiva militar dos Estados Unidos.
Ministério dos Negócios Estrangeiros diz estar a negociar apenas com o Omã.
A proposta de Omã de dividir as rotas de trânsito de forma equitativa entre os dois países nos dois extremos do estreito não vai ao encontro das preocupações de segurança de Teerão.
Os Estados Unidos dispararam, esta sexta-feira, contra um navio mercante que tentou romper o bloqueio imposto aos portos do Irão. Segundo o Comando Central norte-americano, a embarcação ignorou vários avisos e foi imobilizada no Golfo de Omã.
Uma unidade de fuzileiros navais dos EUA realizou uma inspeção de verificação ao navio M/T Wen Yao no Golfo de Omã. Até quinta-feira, as forças americanas redirecionaram três embarcações comerciais que tentavam romper o bloqueio naval, imobilizaram uma embarcação que não cumpriu as normas e abordaram outra para garantir o pleno cumprimento do bloqueio naval dos EUA ao Irão.
Decisão foi tomada numa conferência realizada por meios digitais entre os ministros do setor da Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã.
Após admitir que discute com o Irão os custos associados à gestão daquela via marítima.
As partes têm 60 dias para alcançar um acordo de paz definitivo, através de negociações centradas no programa nuclear iraniano e no levantamento de sanções a Teerão.
Os Estados Unidos anunciaram ter atingido um petroleiro no Golfo de Omã, depois de a embarcação alegadamente ter tentado violar o bloqueio norte-americano aos portos iranianos. Segundo o exército dos EUA, a operação foi realizada com mísseis Hellfire disparados contra a casa das máquinas do navio.
O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou, esta quarta-feira, que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto e sob controlo internacional. Questionado sobre uma possível partilha de controlo entre o Irão e Omã, Trump respondeu com ameaças dirigidas a Omã.