Suspeitos de burlas com mensagens "Olá pai, Olá mãe" julgados em abril
Os três arguidos são suspeitos de integrar desde 2022 uma rede transnacional de burlas de mensagens fraudulentas.
Os três arguidos são suspeitos de integrar desde 2022 uma rede transnacional de burlas de mensagens fraudulentas.
As burlas são cada vez mais criativas e realistas, com recurso à Inteligência Artificial e a programas que espiam a nossa vida digital. “Ninguém pode dizer que não vai cair”, avisa o diretor do Combate ao Cibercrime da PJ. A intrusão dos burlões não é nos sistemas: é na nossa cabeça. Conheça casos reais com os principais crimes e aprenda a identificar os riscos.
Crime através do WhatsApp ocoreu em 2022.
O inspetor-chefe da Polícia Judiciária afirma que em Portugal até ao momento não foram reportados ataques personalizados em larga escala.
Segundo a PJ, os aparelhos aprendidos "permitiam remeter mensagens de forma massiva e terão lesado um número indeterminado de vítimas, presumivelmente na ordem dos milhares".
Os crimes terão permitido "ilicitamente obter lucros que, até ao que foi possível apurar até à data, ascendem a dezenas de milhares de euros".
A transição de parte da nossa vida para o mundo digital é imparável e inevitável. Por isso, há que aprender a reconhecer o perigo, conhecendo os vários tipos de ameaças e as formas de nos precavermos.
Há redes nacionais e internacionais de crime organizado que criam mensagens de telemóvel, emails e perfis falsos nas redes sociais com o intuito de enganá-lo e fazê-lo divulgar os seus dados pessoais, códigos bancários ou fazer pagamentos e investimentos em produtos inexistentes. Deixar o mundo digital não é opção, mas há formas de reconhecer o perigo e reduzir o risco de cair num engodo. A SÁBADO conta-lhe a história de seis vítimas e os conselhos de seis especialistas em cibersegurança.
Foram lesadas 41 pessoas numa quantia superior a 100 mil euros.
"Neste momento, a nossa preocupação reside numa campanha atual em que foram difundidas de forma massiva milhares de chamadas telefónicas e que tem resultado num número incomum de queixas", assegurou o coordenador de investigação criminal José Ribeiro, da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica.
A PJ deteve um cidadão estrangeiro, de 29 anos, suspeito de vários crimes de burla qualificada, falsidade informática e branqueamento de capitais, que lesaram 11 pessoas.
Alguns métodos podem proteger as pessoas de fraudes como a "Olá pai, olá mãe", mas também colocam em causa a privacidade.
Homem de 38 anos é suspeito de ter praticado crimes de burla qualificada, associação criminosa e branqueamento de capitais, na sequência da burla "Olá Pai/Olá Mãe". A esposa e a filha também foram indiciadas pela coautoria do crime.
A manipulação de imagens afeta não só as celebridades, mas também o cidadão comum. À SÁBADO, especialistas garantem que com as eleições de 10 de março, à porta a probabilidade de os deepfakes aumentarem é bem provável.
Este tipo de crimes tem aumentado nos últimos anos. Em 2023 a PSP registou 12.238 crimes de burla informática e comunicações.
Os dados são do Portal da Queixa e do estudo Holiday Survey, da Klarna. Sofia Lima, da DECO, reconhece a eficiência dos esquemas mas reforça a importância da denúncia.