Dois anos de Amadeu Guerra na PGR: os inquéritos que marcam o mandato à frente do MP
Do Monte Branco à Operação Influencer.
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Marcelo não cometeu nenhum crime, mas a cunha no caso das gémeas marca, definitivamente, o seu mandato presidencial.
O ex-secretário de Estado encaminhou vários pedidos que recebeu para o director clínico do Hospital de Santa Maria.
O juiz conselheiro decidiu não abrir processo, porque o Ministério Público não considerou o Presidente suspeito.
Presidente do Grupo Parlamentar advertiu depois que as comissões parlamentares de inquérito "não se substituem, nem se podem substituir à investigação dos órgãos próprios de investigação criminal".
Ex-secretário de Estado da Saúde socialista foi acusado pelo Ministério Público de prevaricação.
António Lacerda Sales, Nuno Rebelo de Sousa, e o ex-diretor clínico do Hospital Santa Maria, Luís Pinheiro, estão acusados de um crime de prevaricação em concurso aparente com o crime de abuso de poderes, enquanto Daniela Martins, mãe das gémeas, foi acusada do crime de burla qualificada.
Caso remonta a 2020. Nuno Rebelo de Sousa, filho do antigo Chefe de Estado é um dos visados na acusação do MP.
Trabalhou no BES, na PT e na EDP, empresas com que o pai tinha boas relações. Estudou nos Salesianos do Estoril e na Católica, mas nunca se interessou pela política. E saltou para a ribalta com o caso das gémeas luso-brasileiras que assombra o mandato presidencial do pai.
Acusação imputa crimes de prevaricação, peculato e abuso no caso das meninas tratadas com o medicamento Zolgensma.
Ainda não fez totalmente as pazes com o filho desde o caso das gémeas. Tem um pacto de silêncio com os irmãos para não falarem dele. Não aceita receber dinheiro por eventos. Acompanha o País com a mesma voracidade, mas do sofá. Isolou-se. E reflete sobre como quer ficar na História da política nacional.
O porta-voz da conferência de líderes explicou que o relatório não será votado, uma vez que a votação já foi feita em comissão.
"Rejeito, de forma categórica, qualquer interferência pessoal ou política, por iniciativa própria ou a pedido", afirmou o antigo secretário de Estado.
A deputada do Chega Cristina Rodrigues afirmou que o filho do Presidente da República tinha interesse em conseguir o tratamento para a doença rara das duas crianças.
As conclusões foram apresentadas pela deputada relatora, Cristina Rodrigues (Chega), numa conferência de imprensa na Assembleia da República, na qual esteve também o presidente daquele partido, André Ventura.
Na audição, de cerca de uma hora, o antigo secretário de Estado Adjunto e da Saúde foi interpelado por vários deputados, tendo-se remetido ao silêncio na maioria das vezes. Exceção feita nas respostas ao Chega e ao PSD.