Exames: Há escolas que ainda não receberam resultados das reapreciações
Os resultados dos mais de 20 mil pedidos de reapreciação deveriam ter sido enviados às escolas pelo Júri Nacional de Exames durante a manhã desta sexta-feira.
Os resultados dos mais de 20 mil pedidos de reapreciação deveriam ter sido enviados às escolas pelo Júri Nacional de Exames durante a manhã desta sexta-feira.
"As pautas estão a ser afixadas, não há notas 'suspenso', a nota que há é de 1 a 20, e isso é muito positivo", avançou presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima.
Apesar do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior ter terminado na quinta-feira, os estudantes que só conhecerem esta sexta-feira a nota da reapreciação ainda se podem candidatar ou alterar as opções da candidatura.
Os resultados da 2.ª fase dos exames nacionais dos 11.º e 12.º anos chegaram às escolas ainda na quinta-feira e, segundo o Ministério da Educação, há condições para que as pautas sejam afixadas durante esta manhã.
Depois de divulgadas as notas, as escolas poderão também enviar aos alunos as versões digitalizadas das respetivas provas classificadas, à semelhança do que aconteceu durante a 1.ª fase.
Na terça-feira, a Direção-Geral do Ensino Superior contabilizava já perto de 55 mil candidatos, ultrapassando o total de 49.595 inscritos na 1.ª fase do concurso do ano passado.
O aumento face ao ano passado poderá ainda ser mais expressivo, uma vez que, este ano, os alunos têm 18 dias para apresentar a candidatura, mais três do que no último concurso.
Até segunda-feira, apenas 50% dos pedidos de revisão estavam corrigidos. Já as provas da 2.ª fase estavam concluídas a 97%, segundo o ministro da Educação. Para o secretário-geral da Fenprof, "o que está em causa é a credibilidade do processo".
Ministro da Educação garante que o processo está a decorrer "com normalidade" apesar das falhas registadas na 1ª fase.
Quase 300 mil exames nacionais do ensino secundário foram avaliados em formato digital, mas o processo registou várias falhas técnicas.
A Provedoria da Justiça pediu ao ministério um "ponto de situação" sobre a publicação das notas e as "medidas pensadas" para a segunda fase dos exames.
Para o movimento, o parecer permite que as preocupações com os resultados dos exames disponham de "uma fundamentação jurídica independente".
Defende que medida preventiva "é preferível à alternativa de litigância judicial em massa".
O ministro reconheceu que a 1.ª fase decorreu "com muitas perturbações" devido a falhas das plataformas, problemas que levaram a contratar a Deloitte, que continua a dar apoio.
Segundo dados da tutela, houve 2.400 alunos cuja classificação final foi de 9,4 valores, sendo expectável o pedido de reapreciação, uma vez que falta apenas uma décima para terem aprovação.
O ministro demite-se, consta, se a auditoria lhe encontrar erro político. Só nessa condição. Marca-se uma época especial lá para setembro, cobra-se a reapreciação à parte e pede-se desculpa. Avancemos. É isso que sabemos fazer. Avançar. Confiamos muito, vivemos na certeza tranquila de que vai correr bem, e por isso não testamos, não verificamos, não ensaiamos para evitar o desastre.