Tribunal iraniano condena Nobel da Paz Narges Mohammadi a mais sete anos e meio de prisão
Em janeiro, Narges Mohammadi denunciou uma operação de pressão levada a cabo pelas autoridades de Teerão, na casa do seu irmão na cidade iraniana de Mashhad.
Em janeiro, Narges Mohammadi denunciou uma operação de pressão levada a cabo pelas autoridades de Teerão, na casa do seu irmão na cidade iraniana de Mashhad.
As autoridades iranianas reconheceram a morte de milhares de pessoas, mas disseram que a grande maioria eram membros das forças de segurança ou transeuntes mortos por terroristas ao serviço dos Estados Unidos e de Israel.
As autoridades iranianas ainda não confirmaram a detenção nem forneceram pormenores sobre as acusações contra os detidos.
Apoiantes de Mohammadi dizem que a ativista foi detida durante um memorial. Estava em liberdade condicional.
Seria bom que Maria Corina – à frente de uma coligação heteróclita que tenta derrubar o regime instaurado por Nicolás Maduro, em 1999, e herdado por Nicolás Maduro em 2013 – tivesse melhor sorte do que outras premiadas com o Nobel da Paz.
Narges Mohammadi teve permissão de sair da prisão por 21 dias. Familiares referiram ao Corriere della Sera: "Muito pouco, muito tarde".
"Sou uma mulher iraniana que tem orgulho e honra em contribuir para esta civilização, uma mulher que hoje é vítima da opressão de um regime religioso tirânico e misógino", escreveu Narges Mohammadi, no discurso lido pelos filhos durante a entrega do Nobel.
A jovem morreu a 16 de setembro de 2022 às mãos da polícia da moralidade o que acabou por dar origem a meses de manifestações em grande escala contra os líderes políticos e religiosos do Irão, cuja repressão resultou em centenas de mortes e milhares de detenções.
A atribuição do Prêmio Nobel da Paz a Narges Mohammadi foi mais do que o reconhecimento da sua luta pessoal em prol da justiça e dos direitos humanos. Foi também um alerta internacional para a opressão, e violação constante, dos mais elementares direitos, vivida diariamente pelas mulheres no Irão.
A ativista já foi presa pelo regime iraniano 13 vezes e condenada a 31 anos e 154 chicotadas. Neste momento encontra-se presa.