Exames: Há escolas que ainda não receberam resultados das reapreciações
Os resultados dos mais de 20 mil pedidos de reapreciação deveriam ter sido enviados às escolas pelo Júri Nacional de Exames durante a manhã desta sexta-feira.
Os resultados dos mais de 20 mil pedidos de reapreciação deveriam ter sido enviados às escolas pelo Júri Nacional de Exames durante a manhã desta sexta-feira.
"As pautas estão a ser afixadas, não há notas 'suspenso', a nota que há é de 1 a 20, e isso é muito positivo", avançou presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima.
Os resultados da 2.ª fase dos exames nacionais dos 11.º e 12.º anos chegaram às escolas ainda na quinta-feira e, segundo o Ministério da Educação, há condições para que as pautas sejam afixadas durante esta manhã.
Na terça-feira, a Direção-Geral do Ensino Superior contabilizava já perto de 55 mil candidatos, ultrapassando o total de 49.595 inscritos na 1.ª fase do concurso do ano passado.
O aumento face ao ano passado poderá ainda ser mais expressivo, uma vez que, este ano, os alunos têm 18 dias para apresentar a candidatura, mais três do que no último concurso.
Ministro da Educação garante que o processo está a decorrer "com normalidade" apesar das falhas registadas na 1ª fase.
Quase 300 mil exames nacionais do ensino secundário foram avaliados em formato digital, mas o processo registou várias falhas técnicas.
A Provedoria da Justiça pediu ao ministério um "ponto de situação" sobre a publicação das notas e as "medidas pensadas" para a segunda fase dos exames.
Para o movimento, o parecer permite que as preocupações com os resultados dos exames disponham de "uma fundamentação jurídica independente".
As aulas do ensino secundário vão começar uma semana mais tarde, a 21 de setembro, estando ainda a ser estudada uma eventual alteração das aulas dos alunos do 3.º ciclo, revelou esta quinta-feira o ministro da Educação.
Defende que medida preventiva "é preferível à alternativa de litigância judicial em massa".
A simplificação administrativa deixou também de ser slogan e passou a ter métricas. O diagnóstico assumido pelo próprio ministro Adjunto e da Reforma do Estado foi cru: cerca de 356 horas para abrir uma empresa e mais 391 horas em obrigações burocráticas, ou seja, perto de 750 horas por ano perdidas em papelada, o equivalente a um terço do ano de trabalho de um empresário.
Segundo dados da tutela, houve 2.400 alunos cuja classificação final foi de 9,4 valores, sendo expectável o pedido de reapreciação, uma vez que falta apenas uma décima para terem aprovação.
O ministro demite-se, consta, se a auditoria lhe encontrar erro político. Só nessa condição. Marca-se uma época especial lá para setembro, cobra-se a reapreciação à parte e pede-se desculpa. Avancemos. É isso que sabemos fazer. Avançar. Confiamos muito, vivemos na certeza tranquila de que vai correr bem, e por isso não testamos, não verificamos, não ensaiamos para evitar o desastre.
O primeiro dia candidatura deixou de ser o que regista o mais alto número de inscrições, para ser o que apresenta menos inscritos até agora.
O protesto juntou mais de uma centena de pessoas, entre alunos e professores, que pediram a demissão do ministro da Educação.